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Bloco quer ouvir secretário de Estado sobre Swissleaks

O Bloco de Esquerda requereu nesta quinta-feira a audição com caráter de urgência do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, sobre “o esquema de fuga ao fisco e ocultação de dinheiro promovido pelo HSBC Private Bank”.
Pedro Filipe Soares exigiu que Paulo Núncio, seja ouvido na comissão parlamentar de Orçamento para explicar o que é que "o Governo tem feito durante todo o seu mandato" e o que a Autoridade Tributária fez para averiguar desde 2010 "todo o mega esquema de fraude e evasão fiscal e de branqueamento de capitais" - Foto Tiago Petinga/Lusa

O Bloco de Esquerda requereu nesta quinta-feira a audição, com caráter de urgência, do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, no âmbito do esquema de fuga ao fisco e ocultação de dinheiro promovido pelo HSBC Private Bank. (Leia o requerimento na íntegra)

O líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, questionou “onde é que esteve a atuação do Governo português, da Autoridade Tributária ao longo destes cinco anos”, referindo-se ao facto de as primeiras informações sobre o chamado caso 'Swissleaks' terem sido conhecidas em 2010.

Segundo a agência Lusa, Pedro Filipe Soares, recordou que o caso voltou a ser notícia neste domingo depois do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) ter divulgado documentos confidenciais sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC Private Bank, que revelam alegados esquemas de evasão fiscal.

O líder parlamentar bloquista exigiu que Paulo Núncio, seja ouvido na comissão parlamentar de Orçamento para explicar o que é que "o Governo tem feito durante todo o seu mandato" e o que a Autoridade Tributária fez para averiguar desde 2010 "todo o mega esquema de fraude e evasão fiscal e de branqueamento de capitais".

Pedro Filipe Soares sublinhou que é necessário que o Governo português defenda “o que é de todos nós”, porque todos “os cêntimos que não foram pagos por fuga ao fisco, são cêntimos subtraídos ao erário público”.

“Por isso, o Estado deve agir em defesa do país e contra os bancos que de alguma forma promoveram a fraude fiscal e a evasão às obrigações”, defendeu o líder parlamentar bloquista.

Pedro Filipe Soares defendeu ainda que o caso não deve ser considerado “uma árvore isolada da floresta” e todos os bancos com contas com titulares portugueses devem clarificar quem é que tem essas contas, como é que as detém, com o objetivo de fiscalizar e combater a evasão fiscal.

“Não podemos aceitar que a opacidade possa continuar a imperar e, portanto, essas listagens têm de ser públicas”, realçou.

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