Esta terça feira, a deputada do Bloco Cecília Honório esteve no Algarve, onde visitou as áreas afetadas pelos incêndios e contactou com as populações locais. Esta visita foi antecedida de um conjunto de reuniões com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, no âmbito dos trabalhos da Comissão parlamentar de Agricultura e Mar, o vice-presidente da Câmara de S. Brás de Alportel e o Comando Distrital de Operações de Socorro.
Em declarações à agência Lusa, a dirigente bloquista defendeu políticas de prevenção e investimento florestal que favoreçam as dinâmicas económicas regionais e evitem incêndios de grande dimensão, com os ocorridos na passada semana no Algarve.
“É preciso que o governo tenha um plano de emergência, seja pela figura de calamidade pública ou outra, mas que ela seja célere e responda eficazmente aos prejuízos das populações e da economia regional”, sublinhou Cecília Honório.
“Sabemos que há sucessivos governos que abandonaram estas populações e que não têm nenhuma política consistente de proteção da floresta”, adiantou ainda, advogando que a crise económica não pode ser utilizada como argumento para justificar o desinvestimento nesta área.
Para Cecília Honório, esta deve ser uma prioridade “até porque um dos maiores riscos que o país está a viver é o risco do ‘interioricídio’ que é a morte económica destas populações mais desprotegidas”.
Bloco quer audição parlamentar com ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares
O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou um requerimento para a audição urgente do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar.
"Atendendo à gravidade da situação no terreno, com a área ardida no primeiro semestre de 2012 a triplicar a média registada nos últimos 10 anos, e a violência dos fogos no mês de julho, importa que o Governo esclareça os deputados sobre as medidas que pretende aplicar e a estratégia que pretende desenvolver para minorar as avultadas perdas registadas", refere o documento.
O Bloco lembra que “o Governo nomeou recentemente uma comissão interministerial de apoio às vítimas dos fogos florestais, envolvendo nove secretarias de Estado, cujos trabalhos serão coordenados pelo Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares”, cujo objetivo é “definir a linha de atuação do Governo, que se pretende que seja conhecida o mais brevemente possível”.
Tendo em atenção que o dia 31 de julho é a última data disponível antes da suspensão dos trabalhos parlamentares, o Bloco propõe que a audição tenha lugar na manhã do dia 31 de julho.