Após ter visitado o local e ter falado com membros do projeto comunitário Horta do Monte, o dirigente bloquista afirmou que “os acontecimentos ocorridos esta manhã na Horta do Monte exigem uma explicação por parte do presidente da Câmara, António Costa”.
“Não se compreende que uma situação que estava a ser discutida com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja interrompida desta forma pela polícia, com violência, e que o diálogo que estava em curso seja substituído por detenções e por feridos na sequência dessa carga policial”, frisou João Semedo.
Segundo o deputado do Bloco de Esquerda “não havia nenhum motivo” para este tipo de atuação. “Esta horta comunitária é também uma forma de requalificação do espaço público”, avançou.
Por volta das seis horas da manhã, oito elementos da Polícia Municipal (PM) acompanharam os trabalhos camarários de destruição da Horta do Monte, localizada na intersecção da rua Damasceno Monteiro com a Calçada do Monte, perto do Largo da Graça, em Lisboa. No local esteve ainda presente Graça Ribeiro, do Grupo de Trabalho para a Promoção da Agricultura Urbana na Cidade de Lisboa da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
As cerca de cinco pessoas, membros do projeto comunitário, que se dirigiram ao local por volta das 7h foram alvo de agressões, sem qualquer justificação, por parte da polícia, segundo relatou ao esquerda.net a coordenadora da Horta do Monte, Inês Clematis. Entre encontrões e bastonadas, duas pessoas foram detidas e três ficaram feridas, tendo uma delas sido encaminhada para o hospital com a cabeça partida (ler artigo Polícia Municipal destrói Horta do Monte e agride membros deste projeto comunitário).