Face ao agravamento da situação em Cuba devido ao bloqueio do fornecimento de combustíveis imposto pelos EUA, a Comissão Política do Bloco de Esquerda manifestou a sua condenação da medida de Donald Trump, cujas consequências “recaem diretamente sobre a população: escassez severa de bens essenciais, medicamentos e combustível, degradando as condições de vida básicas das famílias cubanas comuns e constituindo um castigo coletivo inaceitável”.
Cuba
EUA reforçam bloqueio: “As únicas vítimas são o povo cubano”
José Luis Granados Ceja
Para o Bloco de Esquerda, “a reversão da abertura diplomática e a inclusão de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, à margem de qualquer fundamento factual, são medidas de agressão unilateral que violam o direito internacional”.
O partido defende que o Governo português “deve, em estrita observância da Constituição da República Portuguesa, exigir o levantamento deste cerco em todos os fóruns internacionais”.
Lembrando que sempre conjugou a solidariedade com o povo de Cuba, denunciando as drásticas consequências do bloqueio, com uma posição crítica em relação ao modelo político de Havana, O Bloco entende que “num tempo em que se intensificam os ataques e as agressões externas para controlo político e económico de outros Estados, é ainda mais importante manifestar o nosso compromisso com a soberania popular cubana”.
“O futuro de Cuba deve ser decidido pelos seus cidadãos, em plena liberdade e democracia, sem repressão interna ou ingerências e sanções externas que apenas punem os mais vulneráveis. Levantar o bloqueio é imperativo para assegurar a soberania e a dignidade do povo cubano, garantindo o estrito respeito pela legalidade internacional”, conclui a nota divulgada este sábado pela direção bloquista.