Bloco: Deputados do Porto prestam contas

09 de agosto 2012 - 15:06

João Semedo e Catarina Martins, deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo Porto, prestaram publicamente contas nesta quarta feira. Os deputados destacaram “a luta contra o empobrecimento da região do Porto” e a defesa de referendos locais, contra a extinção de autarquias.

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“Aquilo que mobilizou os deputados e todos os aderentes do Bloco foi a luta contra o empobrecimento da região do Porto. Um empobrecimento que é fruto da política de austeridade e da recessão económica que o Governo e a troika têm imposto”. - Foto de Paulete Matos

Em conferência de imprensa acompanhados pelos autarcas do distrito do Porto, João Semedo e Catarina Martins fizeram um balanço da ação política do último ano, dentro e fora do Parlamento. Na última sessão legislativa, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou 102 projetos-lei, 131 projetos de resolução e 80 perguntas, estas últimas sobre o distrito do Porto.

João Semedo salientou que “aquilo que mobilizou os deputados e todos os aderentes do Bloco foi a luta contra o empobrecimento da região do Porto. Um empobrecimento que é fruto da política de austeridade e da recessão económica que o Governo e a troika têm imposto”.

O deputado frisou também que as preocupações do grupo parlamentar “foram os direitos dos trabalhadores, a defesa do emprego, o desenvolvimento da economia pública na região, o combate às tentativas do Governo de destruir ainda mais a capacidade que a economia pública tem, privatizando o aeroporto, a STCP e a Metro do Porto”, acrescentando que “foram essas, fundamentalmente, as nossas bandeiras, os nossos combates, ao qual naturalmente associamos alguns problemas locais como a barragem do Tua, como o Bairro do Aleixo e muito do nosso esforço foi para a melhoria dos serviços públicos na área da Educação, da Saúde, da Cultura”.

Catarina Martins referiu-se à reforma administrativa e à extinção de freguesia, afirmando que “o que o Bloco tem defendido, e defendeu na Assembleia da República e nas autarquias por todo o país, é que as pessoas e as populações sejam chamadas a escolher”.

A deputada sublinhou também: “Nas eleições autárquicas não houve ninguém que se apresentasse dizendo que há que extinguir qualquer freguesia. É preciso pedir opinião às populações. Aquilo que as populações disserem, essa vontade deve ser respeitada”.

E enfatizou que o Bloco de Esquerda propôs “referendos em todo o país, que estão a ser aprovados em muitas assembleias municipais”, salientando que “o Tribunal Constitucional já deu luz verde a um dos referendos, vamos continuar a avançar. É uma exigência da democracia que as populações locais possam dizer o que pensam sobre o reordenamento do território”.