O Banco Comercial Português (BCP) apresentou nesta segunda-feira os resultados do primeiro semestre de 2014, em que registou um prejuízo de 62 milhões de euros, significativamente menor que os 488 milhões registados nos primeiros seis meses de 2013.
O presidente do BCP, Nuno Amado, anunciou a destruição de mais 500 postos de trabalho. Segundo a Lusa, Nuno Amado afirmou: “Estimo que tenhamos que fazer uma redução de 500 pessoas”. O presidente do banco referiu ainda que essa redução vai ser feita através de uma “mistura grande de reformas antecipadas e algumas rescisões de mútuo acordo”.
A destruição de 500 postos de trabalho visa cumprir as metas impostas por Bruxelas no âmbito da ajuda estatal ao banco. Nuno Amado afirmou: “Temos que fazer tudo o que temos para fazer, dentro do que ficou estipulado (entre o Estado português e a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia) para que os problemas não sejam maiores”.
Segundo a Lusa, no último ano (final de junho de 2013/final de junho de 2014) saíram do BCP 393 trabalhadores e foram encerradas 57 sucursais.
O BCP tem atualmente 8.351 trabalhadores e 740 agências, mas serão encerrados mais 40 balcões, pois “o objetivo e compromisso” do BCP com Bruxelas é ficar com cerca de 700.