Mahmmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, estava em Caracas quando comentou o desenlace do acordo. "Trabalhamos arduamente durante muito tempo para concluir este acordo, é algo que nos dá muita satisfação", disse Abbas, acrescentando que outros 5 mil palestinos permanecem detidos e são esperados pelas suas famílias "com muita impaciência".
"Todos os que serão colocados em liberdade são verdadeiros lutadores, alguns deles permanecem na prisão há dezenas de anos", disse ainda Abbas à saída do encontro com Hugo Chávez.
O acordo só foi anunciado após uma reunião de cinco horas entre 26 ministros do governo israelita e a luz verde dos responsáveis do Exército, Shin Beth e Mossad. Foi então que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu declarações à televisão a anunciar a conclusão das “árduas negociações com o Hamas para a libertação de Gilad Shalit. Ele regressará a casa nos próximos dias”.
Do lado do Hamas, Khaled Meshaal leu um comunicado a anunciar que que 450 prisioneiros deverão ser libertados dentro de uma semana e os restantes em cerca de dois meses.
Ao contrário das notícias que começaram por circular, o líder histórico Marwane Barghouti - um dos responsáveis pela primeira Intifada de 1987 e da segunda Intifada de 2000 - não entra neste acordo de troca de prisioneiros. Mas Ibrahim Hamed, que foi chefe das operações militares do Hamas em Gaza até ser preso em 2009, pode estar incluído na lista.
Barghouti não entra na troca de prisioneiros
12 de outubro 2011 - 12:49
Israel e Hamas assinaram um acordo de troca de prisioneiros. O soldado Shalit, raptado pelo Hamas em 2006, será libertado em troca de 1027 presos políticos, mas o líder das duas Intifadas continuará preso.
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Marwan Barghouti foi preso em 2002 e condenado a cinco penas perpétuas. Chamam-lhe o "Mandela Palestino" e liderou as duas Intifadas.