Banco Mundial quer baixar salário mínimo

22 de abril 2018 - 17:01

Ainda que sublinhe que a ameaça das tecnologias para o emprego é "largamente exagerada", o Banco Mundial propõe combater o "avanço dos robôs" mediante a redução ou até mesmo o fim dos salários mínimos e a flexibilização das leis laborais, facilitando os despedimentos.

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No esboço do "Relatório de Desenvolvimento Mundial para 2019", citado pelo Jornal de Negócios, o Banco Mundial sublinha que a ameaça das tecnologias para o emprego é "largamente exagerada". 

"Cenários catastróficos em que robôs substituem humanos, empobrecendo os trabalhadores, agitam sempre a sociedade. Mas os criadores desses cenários são tão visionários que muito poucas das suas previsões se tornaram verdadeiras", lê-se no documento. 

Referindo que a automatização irá provocar perda de postos de trabalho nalguns setores, o BM destaca, contudo, que a mesma irá traduzir-se em empregos noutros setores, alertando para a necessidade de requalificação dos trabalhadores.

Os autores do relatório defendem que, para minimizar o impacto da automatização e utilização de robôs no mercado laboral, o caminho passa por limitar os aumentos, ou, inclusive, diminuir ou abolir, os salários mínimos, e flexibilizar as leis laborais, facilitando as contratações precárias e os despedimentos.

No documento é ainda proposta a redução das indemnizações por despedimento.