Os autarcas da grande Lisboa consideram que o governo tomou a decisão de encerrar as escolas do 1º ciclo do ensino básico sem consultar as autarquias, os profissionais da educação ou os pais. E defendem "a reavaliação dos equipamentos educativos baseada num estudo que aprofunde, entre outras coisas, as características dos territórios, necessidades das comunidades populacionais e educativas, impactos sobre as crianças".
"A litoralização e desertificação do interior são problemas conhecidos. O fecho de serviços públicos nos domínios da saúde, educação e administração pública em geral, sem considerar o seu papel no povoamento, constitui um factor de agravamento brutal de uma situação, em algumas regiões, já insustentável", diz a moção proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada com a oposição do PS e do CDS e a abstenção dos eleitos pelo movimento de Isaltino Morais.
Os autarcas criticaram o carácter economicista desta medida, classificando-a como "mais uma das decisões centralistas, burocráticas e de carácter sobretudo económico, cujo objectivo central é reduzir custos".
Autarcas da Grande Lisboa contestam fecho de escolas
17 de junho 2010 - 15:20
A Assembleia Metropolitana de Lisboa aprovou uma moção do Bloco de Esquerda exigindo a interrupção do plano do governo para encerrar centenas de escolas primárias.
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Governo quer encerrar 900 escolas, autarcas da Grande Lisboa criticam medida economicista