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Argentina: Greve Geral e marcha na capital contra políticas de Macri

A seis meses das eleições presidenciais, realizou-se esta terça-feira uma greve nacional, com uma grande marcha na capital, contra as políticas económicas do presidente argentino, Mauricio Macri, que se têm traduzido no aumento da pobreza e do desemprego.
Foto de Juan Ignacio Roncoroni, EPA/Lusa.

Segundo os organizadores, a marcha, convocada pela Frente Sindical para o Modelo Nacional e a Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), reuniu mais de 200 mil pessoas. A paralisação teve forte impacto em todo o país, apesar das tentativas do governo para limitar o seu alcance ditando conciliações obrigatórias a uma dezena de sindicatos de base, e ameaçando com sanções e multas os sindicatos que violarem essas conciliações.

"Este dia é um 'Não' à política da fome", declarou Hugo Yasky, docente e dirigente da CTA.

Os manifestantes começaram a concentrar-se às dez da manhã, na zona da Avenida 9 de julho, onde se destacaram as colunas do Sindicato de Mecânicos e Afins do Transporte Automotor (SMATA), camionistas e organizações sociais.

Na ponte La Noria, um acesso a Buenos Aires, manifestantes de organizações sociais e partidos de esquerda realizaram um piquete na manhã de terça-feira, queimando pneus para impedir a passagem de veículos e autocarros.

A partir das 13H15. Os manifestantes começaram a concentrar-se na Praça de Maio.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) não aderiu ao protesto, contudo, 90 linhas de autocarros, lideradas por Miguel Bustinduy, dirigente da União de Trabalhadores de Transportes Automotores (UTA), afeta à CGT, e opositor do seu secretário-geral, Roberto Fernández, também fizeram greve.

A par de aeroportos e portos parados, também foram encerradas escolas públicas, os serviços de saúde estiveram condicionados, bem como a atividade bancária. O sistema de transportes também foi bastante afetado.

Os manifestantes protestaram contra as políticas neoliberais austeritárias de Mauricio Macri, que se traduzem na crise do país, com recessão económica, inflação elevada, desemprego em alta e aumento na pobreza. Depois de uma redução nos apoios sociais e do aumento das taxas aplicadas aos serviços públicos, com vista a reduzir o défice, a pobreza atingiu 32% da população este ano, segundo dados oficiais.

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