Arcebispo de Braga critica medidas de austeridade “demasiado pesadas”

29 de julho 2012 - 14:12

Na conferência realizada este sábado sobre o papel da Igreja em tempo de crise, o presidente da Conferência Episcopal da Pastoral Social defendeu que é necessário combater o desemprego e alertou para o facto de existirem famílias que já estão no limite da austeridade. D. Jorge Ortiga pediu ainda transparência ao governo.

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Foto de Paulete Matos.

“Começo a convencer-me que as medidas são demasiado pesadas para um determinado tipo de pessoas”, adiantou D. Jorge Ortiga, que lembrou que, ainda que seja verdade que “a luz sobe para todos, a água sobe para todos, os transportes sobem para todos, o IVA nos bens básicos sobe para todos”, “100 euros num mês a mais nas coisas pode ser pouco para uma pessoa, mas, para outra, cinco ou seis euros a mais por mês pode ser muito”.

Durante a iniciativa, que teve lugar em Famalicão, o Arcebispo de Braga defendeu ainda que “devemos saber e devemos exigir aos governantes que digam exatamente quanto é que ganham por mês, que secretários têm, quantos motoristas têm, quanto é que pagam por cada reunião”.

O representante eclesiástico exemplificou: “se forem para Guimarães, Capital Europeia da Cultura”, encontram pessoas que ganham “um x para vir uma vez ou outra, mas depois ainda têm ajuda nas deslocações, ainda recebem por cada participação numa reunião 500 euros, digamos assim”. “Isto continua a acontecer”, rematou.