“Começo a convencer-me que as medidas são demasiado pesadas para um determinado tipo de pessoas”, adiantou D. Jorge Ortiga, que lembrou que, ainda que seja verdade que “a luz sobe para todos, a água sobe para todos, os transportes sobem para todos, o IVA nos bens básicos sobe para todos”, “100 euros num mês a mais nas coisas pode ser pouco para uma pessoa, mas, para outra, cinco ou seis euros a mais por mês pode ser muito”.
Durante a iniciativa, que teve lugar em Famalicão, o Arcebispo de Braga defendeu ainda que “devemos saber e devemos exigir aos governantes que digam exatamente quanto é que ganham por mês, que secretários têm, quantos motoristas têm, quanto é que pagam por cada reunião”.
O representante eclesiástico exemplificou: “se forem para Guimarães, Capital Europeia da Cultura”, encontram pessoas que ganham “um x para vir uma vez ou outra, mas depois ainda têm ajuda nas deslocações, ainda recebem por cada participação numa reunião 500 euros, digamos assim”. “Isto continua a acontecer”, rematou.