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Amorim Florestal impediu sindicalistas de contactar com trabalhadores

A empresa não permitiu que os representantes sindicais entrassem nas instalações de Ponte de Sor para falar com os trabalhadores durante uma pausa, diz a União de Sindicatos do Norte Alentejano. O sindicato chamou a GNR ao local e apresentou queixa.
A GNR foi chamada às instalações da Amorim Florestal por não permitir o contacto do sindicato com os trabalhadores. Foto da CGTP.
A GNR foi chamada às instalações da Amorim Florestal por não permitir o contacto do sindicato com os trabalhadores. Foto da CGTP.

Na sexta-feira passada, dirigentes da União de Sindicatos do Norte Alentejano e do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores, Cortiças do Sul e Regiões Autónomas, foram impedidos de contactar com os trabalhadores da unidade de Salteiros, Ponte de Sor, da Amorim Florestal, uma subsidiária da Corticeira Amorim.

Segundo a direção da USNA, o sindicato tinha cumprido todos os preceitos legais: informou a empresa de que a ação iria ocorrer e recorreu a um parecer jurídico que confirma o direito ao exercício da liberdade sindical. A empresa estava portanto ao corrente de que os sindicalistas pretendiam contactar com os trabalhadores durante a pausa de trabalho “sem prejudicar o normal funcionamento”.

Por considerarem estar perante um “impedimento anti-constitucional à liberdade sindical”, os sindicalista chamaram a GNR ao local. Na presença das autoridades, “a direção da empresa deu conhecimento aos dirigentes sindicais presentes que tinham autorização mas apenas para permanecer junto à portaria” escreve a União de Sindicatos do Norte Alentejano em comunicado.

Os sindicalistas pretendiam apelar à manifestação nacional do próximo sábado mas também dar conta “das reivindicações que constam do processo de negociação coletivo que decorre em todo o sector corticeiro”. O sindicato acusa a Amorim Florestal de apesar dos “lucros milionários”, nestas negociações, bloquear permanentemente “uma séria e justa negociação dos salários, o aumento dos dias de férias, a redução da jornada de trabalho semanal para as 35 horas semanais e a atribuição de diturnidades, entre outros direitos”

Critica-se ainda a empresa por ameaçar “trabalhadores que participem em plenários sindicais com a retirada de dias de férias”.

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