A decisão norte-americana foi comunicada por carta a 9 de julho pelo Comandante da Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE) ao Chefe de Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa. Na mensagem, os EUA dizem que estão a reduzir o orçamento e a estrutura da USAFE, pelo que já não querem avançar com a ideia lançada em 2008 pelo embaixador norte-americano em Lisboa e preparada desde então em vários pareceres e estudos técnicos.
A ideia de ter os novos caças norte-americanos a treinar nas Lajes foi mal recebida nos Açores e deu origem a uma petição encabeçada pela jornalista e ex-deputada do PSD Judite Jorge, que agora diz que a ameaça que pendia sobre os Açores está afastada, mas lamenta a posição dos governantes nacionais e regionais em todo o processo, que aponta como "os maiores entusiastas do projecto".
Judite Jorge acha “muito grave que políticos e militares tenham conspirado para tentar implementar um projecto que nem sequer tinha enquadramento legal ou jurídico porque, à luz do actual Acordo das Lajes, o campo de treinos não podia ser criado”. Para o futuro da Base das Lajes, Judite Jorge defende “uma reconversão para as áreas da tecnologia, da ciência, do saber e do conhecimento”, questionando porque “não se cria um pólo do MIT na Terceira”.
Activistas satisfeitos com abandono de campo de treinos nas Lajes
26 de agosto 2010 - 11:29
Os Estados Unidos informaram a Força Aérea Portuguesa que as restrições orçamentais não permitem avançar com o campo de treinos para os novos caças F22 e F35. Os opositores ao projecto criticam o empenho do governo português no projecto.
PARTILHAR
Os opositores ao campo de treinos lamentam a posição dos governantes nacionais e regionais em todo o processo, considerados "os maiores entusiastas do projecto" agora abortado. Foto blueforce4116/Flickr