Acordo entre Houthis e governo do Iémen

17 de fevereiro 2019 - 23:30

As partes envolvidas na guerra do Iémen concordaram em retiradas parciais que possibilitarão estabelecer corredores de ajuda humanitária a partir do porto de Hodeidah. Neste país, a guerra fez milhares de mortos e há milhões de pessoas sem acesso a alimentos.

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Campo de refugiados no norte do Iémen. Foto de IRIN fotos/Flickr

Um responsável das Nações Unidas, citado pela Agência Reuteurs, confirmou este domingo a existência de um acordo entre as forças armadas governamentais iemenitas e os rebeldes Houthis para abandonarem o porto de Hodeidah.

Este porto é um ponto de entrada fundamental de bens no país. É assim essencial para fazer chegar a ajuda humanitária que falta num país com milhões de pessoas a sofrerem de fome extrema.

O conflito entre estas duas partes dura há mais de quatro anos. Tornou-se regional com os Houthis a serem apoiados

pelo Irão e com a intervenção direta no conflito das forças armadas sauditas apoiadas pelo exército norte-americano.

O acordo agora alcançado, que os responsáveis das Nações Unidas consideraram "um importante avanço", consolida o cessar-fogo que tinha sido assinado a 18 de dezembro e que foi quebrado pontualmente. Está prevista uma “Primeira Fase” em que os Houthis se deverão retirar dos portos de Hodeidah, Saleef e Ras Isa e, por sua vez, as forças governamentais e os seus aliados regionais, nomeadamente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos deverão retirar-se da zona leste da cidade de Hodeidah.

A declaração das Nações Unidas refere ainda um “acordo de princípio” sobre a “Segunda Fase” que contemplará uma retirada total da província de Hodeidah.

Contudo, não é conhecida nenhuma data para a implementação destas duas fases. E a segunda delas está "pendente de consultas adicionais comas respetivas lideranças", esclarece a ONU. E por resolver continuará a questão do controlo total do país.