As sete famílias mais ricas em participações de empresas cotadas na bolsa nacional tiveram razões para festejar no final do ano, à boleia da valorização bolsista de quase 30%. Todas viram o seu património valorizado, à exceção dos herdeiros de Américo Amorim, penalizados pela desvalorização da corticeira e da participação na Galp. O conjunto das fortunas em bolsa dos Soares dos Santos, Azevedo, Amorim, Queiroz Pereira, Mota, Champalimaud e Teixeira Duarte é agora de quase 19 mil milhões de euros, tendo crescido 2,38 mil milhões de euros no ano passado.
Segundo os números compilados pelo Jornal de Negócios, voltam a ser as famílias que detêm os grandes grupos de distribuição alimentar a ver mais valorizado o seu património, num ano em que os portugueses viram o preço do cabaz alimentar subir a pique para o valor mais alto de sempre.
A família de Cláudia Azevedo, da Sonae, dona dos supermercados Continente, foi a que mais viu crescer a sua fortuna em bolsa: mais mil milhões de euros em 2025, muito graças à valorização de 76,37% das ações da Sonae ao longo do ano. A sua fortuna cotada em bolsa é agora de 2,6 mil milhões de euros, a quarta posição deste ranking.
Com quase o triplo deste valor, 7,3 mil milhões de euros, a família liderada por Pedro Soares dos Santos continua a ser a maior fortuna da bolsa nacional, apesar de a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, ter sido a que menos valorizou entre as 16 cotadas do PSI. Ainda assim, o aumento da fortuna no ano passado foi de 847 milhões de euros.
A família Amorim continua a deter a segunda maior participação bolsista nacional, com ações da Corticeira Amorim e da Galp, agora avaliada em 4,8 mil milhões. Mas o ano não correu bem às duas empresas, em particular à Galp, o que explica a queda de 284 milhões na cotação das ações que detém o grupo liderado por Paula Amorim.
Em terceiro lugar surge a família Queiroz Pereira, com participação na Semapa, e que viu a fortuna em bolsa aumentar 386 milhões de euros. Uma valorização conseguida graças à venda da cimenteira Secil no final do ano e que eleva o valor das suas participações para os 3,1 mil milhões.
Mais abaixo no que toca à cotação bolsista, mas sempre com razões para festejar está a família Mota, da construtora Mota-Engil (mais 269 milhões em 2025 para uma participação bolsista de 628 milhões de euros), os Teixeira Duarte que viram a sua construtora regressar ao PSI com 700% de valorização (mais 108 milhões em 2025 para uma participação bolsista de 124 milhões de euros). Com menores ganhos anuais mas maior fortuna em bolsa está Manuel Champalimaud, acionista dos CTT que viu a fortuna engordar 43 milhões de euros, ascendendo o valor d fortuna em bolsa aos 150 milhões de euros.