Mais de mil munícipes do concelho de Vila Pouca de Aguiar, habitantes das aldeias de Campos de Jales, Cidadelhe de Jales e Reboreda estão neste momento impossibilitados de circular na principal estrada de acesso a Vila Pouca de Aguiar. O encerramento da estrada afeta também o transporte escolar que servia estas localidades. Esta decisão vem na sequência de vários abatimentos que põem em risco a segurança das populações e das habitações.
A exploração das antigas minas de Jales encerrou em 1992, mantendo-se as galerias e vazios de exploração. O primeiro abatimento aconteceu em 2015, foi reportado pela autarquia à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), mas na notícia do Público desta quinta-feira, o Ministério do Ambiente, que tem a tutela da DGEG e da EDM, admite que os trabalhos de monitorização, estudos e ensaios de suporte técnico só avançaram em 2019. Ainda não são conhecidos os resultados destes estudos, mas a EDM deverá ter essa informação até ao final desta semana e então definir a estratégia de intervenção.
Decorrente dos trabalhos de monitorização do ano passado a EDM aconselhou a câmara municipal a interditar a estrada em questão a 7 de maio de 2019. A 30 de maio o pedido foi formalizado por carta, e novamente a 5 de setembro, mas a autarquia só viria a interditar definitivamente a estrada a 26 de novembro, após um novo abatimento.
Existem promessas de reativação das minas de Jales há anos. Em 2012 chegou a ser assinado um contrato de concessão que por incumprimento do concessionário foi novamente resgatado. Ao Público o autarca de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado, afirmou que “O secretário de Estado da Energia [João Galamba] disse-me, em Março, que iriam lançar o concurso até Junho”.
Artigo publicado em Interior do Avesso