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68 no Japão: sair do encantamento

Os movimentos de 68 tomaram uma dimensão internacional e também o Japão foi influenciado. Por Nanako Inaba
As mobilizações no Japão em 1968 centraram-se na luta contra o imperialismo dos Estados Unidos, quer no que diz respeito à presença militar quer a nível da dominação económica
As mobilizações no Japão em 1968 centraram-se na luta contra o imperialismo dos Estados Unidos, quer no que diz respeito à presença militar quer a nível da dominação económica

Se o Japão não escapou à onda internacional de protestos de 1968, a revolta assumiu características singulares por causa do seu estatuto de país imperialista que saiu derrotado da Segunda Guerra Mundial, e da sua proximidade geográfica com esses territórios emblemáticos da guerra fria que são a Coreia e o Vietname. O artigo faz uma genealogia da contestação no Japão e um balanço dos efeitos e das consequências da revolta de 68 para toda uma geração militante.

Qual o legado dos movimentos de 68 no Japão?

Os movimentos da década de 68 transformaram amplamente as sociedades ocidentais. A contestação da autoridade, a libertação da moral, por exemplo, expressaram a recusa da “colonização do mundo da vida pelo Estado”1. Os movimentos de 68 tomaram uma dimensão internacional e também o Japão foi influenciado. Gostaríamos de mostrar neste artigo que transformações da sociedade japonesa foram impulsionadas pelos movimentos que se desenvolveram nesse país por volta de 1968, e qual é o seu impacto nos movimentos atuais. Trata-se de situar os movimentos de hoje na continuidade histórica dos que os precederam.

Da década de 80 até hoje, o Japão não conheceu um verdadeiro movimento social. É certo que no Japão há movimentos institucionalizados e registados na sociedade, como os movimentos feministas ou ecologistas que emergiram de 68. Sem dúvida, desde a década de 90, o movimento associativo floresceu; de acordo com as estatísticas oficiais, há cerca de 33.000 associações sem fins lucrativos no Japão, e muitos dos líderes dessas associações são partidários dos acontecimentos de maio de 1968. No entanto, durante a década de 80 não houve movimento social comparável aos movimentos de protesto da década de 60. Nos países ocidentais, onde também se registou um enfraquecimento dos movimentos de contestação no mesmo período, os movimentos de oposição ao neoliberalismo escalaram no final da década de 90. Isso não acontece, contudo, no Japão, onde o neoliberalismo produziu os mesmos efeitos de exclusão social que na Europa. Convém que se interrogue por que é que esse movimento contra o neoliberalismo não se desenvolve no Japão.

A lógica da contestação no Japão2

Os movimentos sociais japoneses pós-1945 são dominados pelos movimentos pacifistas. A identidade do Japão é a de um país vítima de duas bombas atómicas, mas que também foi colonizador de países asiáticos vizinhos. É por essas duas razões que o Artigo 9 da Constituição, que proíbe o Japão de ter um exército, se tornou o símbolo do movimento pela paz. Sob o Tratado de San Francisco de 1951, o Japão foi colocado sob proteção militar dos Estados Unidos, o que exige que as bases militares dos EUA continuem a ocupar o território japonês, mesmo após o término da ocupação oficial pelas tropas aliadas. O Tratado de San Francisco foi alterado em 1960, data em que foi introduzido que seria prorrogado de dez anos em dez anos, com a possibilidade de denúncia do Japão, a cada vez3. Cada renovação do tratado gerou forte ansiedade entre os cidadãos e, por duas vezes, em 1959-1960 e 1970, agitou os movimentos sociais mais radicais do país, que marcaram até hoje a história da contestação japonesa. Nessas duas datas, uma redefinição do tratado poderia ter arrastado o Japão para a guerra lançada pelos Estados Unidos, primeiro na Coreia, e depois no Vietname, e foi para denunciar o imperialismo dos EUA que as mobilizações emergiram em ambas as ocasiões. Desde o início de 1967, os estudantes realizaram ações violentas contra as empresas de segurança para impedir operações militares do exército dos EUA e para denunciar a cumplicidade do governo japonês com estas operações. A prova disso é, por exemplo, a reivindicação chamada "recuperação de Okinawa", uma vez que a ilha ainda está sob ocupação dos Estados Unidos.

Foi principalmente no meio estudantil que se desenvolveu o movimento de 1959-1960, e mais especificamente dentro do Bund (Bund der Kommunisten = Liga Comunista), que incluía os alunos excluídos do Partido Comunista após a sua crítica ao stalinismo. Apesar dos antagonismos entre as tendências políticas, os movimentos contra a renovação do tratado conduziram uma luta conjunta com os partidos políticos de esquerda como o Partido Comunista e o Partido Socialista, porque na época, o sentimento geral da opinião pública contra a militarismo ainda era muito forte. O facto de o Bund ter criticado fortemente o PC, apelidando-o de stalinista, não impediu a luta unida. Por fim, o movimento não conseguiu impedir a renovação do tratado, mas obteve como vitória a renúncia forçada do governo. Além disso, a mobilização não enfraqueceu, posteriormente, por causa da continuação e intensificação da Guerra do Vietname. Os movimentos trouxeram para a primeira linha o tema da paz denunciando a guerra imperialista dos Estados Unidos. Na verdade, as mobilizações no Japão em 1968 centraram-se na luta contra o imperialismo dos Estados Unidos, quer no que diz respeito à presença militar quer a nível da dominação económica.

Além disso, o imperialismo do Japão durante a Segunda Guerra Mundial continua a ser um assunto ainda não resolvido. A responsabilidade do imperador Hirohito, que era o líder supremo do exército durante a guerra, provocou debates apaixonados. Os crimes então cometidos nunca foram oficialmente imputados ao imperador, apesar das reivindicações da China e da Coreia do Sul. A análise marxista da história oferecia aos contestatários um quadro de leitura relevante desta realidade política: o capitalismo é a causa da colonização que se prolongou numa guerra imperialista. Sendo o regulamento oficial da Segunda Guerra Mundial uma importante questão política, o raciocínio marxista era pertinente.

No entanto, o retorno de Okinawa ao Japão em 1972 tirou força aos movimentos sociais, que perderam assim um grande trunfo. Durante a década de 1970, em resultado dos seus conflitos internos, os movimentos esquerdistas fragmentaram-se e radicalizaram-se. Durante os anos 1970 e 1980, surgiram lutas armadas de grupos de esquerda, como o Exército Vermelho japonês, Chukaku-ha (aliado da Liga Comunista Revolucionária do Japão) e Kakumaru-ha (dissidentes da Liga Comunista Revolucionária do Japão): série de atentados à bomba e de ataques contra os símbolos do imperialismo japonês,4 luta com os camponeses de Sanrizuka contra a construção do aeroporto de Narita, símbolo do militarismo japonês. Devido à sua radicalização e ao regresso de Okinawa, os movimentos políticos de esquerda rapidamente perderam o apoio da opinião pública5.

Diversificação de temas durante os anos 1970-1980

Mas nem todos os componentes dos movimentos de 1968 no Japão foram enfraquecidos como resultado da sua radicalização e perda de relevância das suas reivindicações. As apostas políticas que caracterizavam os movimentos sociais do pós-guerra ainda existem. O Japão ainda não resolveu os problemas gerados pelo seu colonialismo antes e durante a Segunda Guerra Mundial, e estes sustentam os movimentos desde 68 até hoje. Além disso, o governo japonês é, económica e militarmente, um aliado dos Estados Unidos, o que continua a ser um desafio-chave para os atores dos movimentos sociais japoneses.

É especialmente esse o caso dos movimentos organizados em torno de temas que surgiram no pós-68. Em primeiro lugar, o movimento de solidariedade com os países subdesenvolvidos denuncia as novas formas de colonização. Esse movimento desenvolveu-se durante a década de 80, como resultado do desenvolvimento económico do Japão e do aumento da transferência de empresas multinacionais japonesas para países do Sudeste Asiático, um fenómeno que os movimentos terceiro-mundistas decifram e denunciam através o quadro de leitura da colonização6.

Um segundo movimento é aquele que contesta o nacionalismo japonês. A realidade política japonesa não tornou irrelevantes esses movimentos cujos quadros de leitura, desde os anos 70, denunciam o colonialismo e o imperialismo. Ao contrário dos países europeus que emergiram da guerra fria após a queda do Muro de Berlim, o Japão ainda está exposto a ela, de acordo com o seu governo, por causa da "ameaça" representada pela Coreia do Norte. O governo japonês está sob proteção militar dos Estados Unidos contra a China e a Coreia do Norte após o Tratado de Aliança e Segurança de 1970.7

Sob pressão dos Estados Unidos, o governo japonês declarou a necessidade de o país participar na guerra contra o Iraque e de, em 2007, transformar em Ministério da Defesa o que anteriormente era uma Secretaria de Estado, provando o militarismo do governo japonês. No entanto, o artigo 9 da sua Constituição proíbe o Japão de ter um exército. Para contestar esse governo cada vez mais militarista foi lançado, pelos mesmos atores que tinham lutado contra a Guerra do Vietname nos anos 70, o movimento contra a revogação do artigo 9 da Constituição.

Esta militarização do país cresce a par da ascensão do nacionalismo. Os discursos negacionistas de crimes de guerra, repetidos pelos membros do governo, reforçaram a determinação dos movimentos. Assim, entre os movimentos anticolonialistas, surgiram a nível nacional os que reivindicam o reconhecimento oficial da responsabilidade do governo japonês no sistema de "mulheres de conforto" organizando o “Tribunal Civil Internacional das mulheres de conforto"8. Mas ainda que os movimentos pacifistas atuais abordem novas problemáticas, o quadro de leitura não se alterou porque o Japão ainda não saiu do esquema político que foi construído no pós-guerra.

Os temas do novo movimento social

Como mostramos, os movimentos sociais no Japão são marcados pela luta contra o imperialismo. Mas se nos países europeus os movimentos de 68 também desafiaram a intervenção do Estado burocrático na vida pessoal, no Japão o estado apareceu antes como a encarnação do capitalismo. Note-se, é uma leitura marxista do Estado que predomina: a colonização seguida pela guerra imperialista inscreve-se na lógica do desenvolvimento do Estado capitalista. Por este raciocínio, o imperador que simboliza o imperialismo japonês e o estado capitalista é o principal adversário da luta. É neste contexto que o slogan dominante dos movimentos de 68 no Japão era "Combater o Império Japonês" ("Beat the Japanese Empire").

Os temas do novo movimento social, como a ecologia e o feminismo, não estavam no centro dos movimentos de 68 no Japão. Foram temáticas desenvolvidas a posteriori e, como em muitos outros países, em resultado da libertação da sociedade industrial.9 O rápido desenvolvimento económico da era pós-guerra criou problemas ecológicos significativos e gerou movimentos que desafiam a destruição ambiental. Os efeitos negativos do desenvolvimento económico e das novas tecnologias levaram, a partir de 1960, a mobilizações de oposição à construção de autoestradas e aeroportos, bem como à poluição gerada pelas gigantescas áreas industriais.

Esses movimentos - muitas vezes iniciados por moradores das zonas diretamente afetadas que contestavam os investimentos das empresas responsáveis por problemas ambientais como a poluição do ar e da água - foram retransmitidos e animados por ativistas da geração de 68.

A contribuição dos movimentos de 68 para o feminismo concentrou-se principalmente nas práticas militantes. Tanaka10, que militava em organizações mistas na década de 68, argumentou que a afirmação positiva da sua existência, ou seja, a apropriação e valorização do seu próprio corpo alienado até então no ativismo é o ponto de partida do movimento das mulheres. A prática da autocrítica dos ativistas, que ela considera uma negação da sua existência, foi alvo da crítica feminista. Uma das precursoras da causa feminista no Japão, Ueno11, que foi também ela uma ativista de 68, enfatizou quanto as militantes estavam confinadas a posições de segunda classe. Elas cuidavam do lado reprodutivo da vida dos ativistas homens: preparação de refeições, apoio moral ou conforto sexual ... Uma mulher não podia ser simultaneamente mulher e ativista, e tinha que assimilar uma lógica militante tipicamente masculina. Nos movimentos de esquerda radicais, os líderes poderiam chegar ao ponto de proibir as suas companheiras de usar jóias ou de ficar grávidas. Todos os sinais de feminilidade eram negados em favor de uma luta pura e dura12.

De facto, o compromisso revolucionário proclamado não mudava em nada as formas de dominação masculina. Perante essa constatação, as feministas envolveram-se posteriormente nos temas relacionados com o corpo, contestando a intervenção do Estado no corpo das mulheres. A proibição da contraceção e do aborto foi, portanto, uma questão importante para o feminismo japonês.

Novas problemáticas a partir dos anos 80

Ao contrário dos movimentos na Europa Ocidental, os movimentos de 68 no Japão não podiam abordar os desafios específicos das sociedades pós-industriais. No entanto, a evolução da realidade social deu origem a novos temas, como os direitos dos trabalhadores migrantes ou dos trabalhadores precários.

No Japão, os trabalhadores migrantes só chegaram depois da segunda metade da década de 80, e não havia movimentos capazes de lidar com os seus problemas específicos. Foram atores novos, como igrejas, sindicatos independentes ou associações de vizinhos especialmente criadas para o efeito que se comprometeram.

Também os trabalhadores precários se viram confrontados com problemas alheios às questões levantadas pelos movimentos de 68. Se nos referirmos às teorias da sociedade pós-industrial, são trabalhadores que não são explorados no sentido clássico do termo, mas antes que que ficaram de fora da relação social da sociedade industrial13. A partir de 1980, a política neoliberal de Reagan nos Estados Unidos e Thatcher na Grã-Bretanha foi seguida pelo governo Nakasone. A desregulamentação da política de emprego levou ao desenvolvimento da terceirização e do offshoring. Os anos 80 foram marcados pela flexibilização e precariedade do trabalho. Foi nessa época que apareceu a palavra "freeter” para se referir aos jovens que preferem empregos com contratos a termo e passam de um pequeno emprego para outro. Nos anos 80, essa atitude poderia ser uma escolha real, porque a economia japonesa estava em franca expansão. Depois de 1993, após o rebentamento da bolha especulativa e da crise económica que se seguiu, os jovens foram forçados a aceitar empregos precários: eram 52 000 em 1982, 135 000 em 1997 e 2 milhões em 2001. Entre os jovens empobrecidos que perderam as suas casas, alguns passam a noite em um "mangá café" ou num cibercafé aberto 24 sobre 24 horas, cujo custo é de 1500 ienes (10 euros) por 5 horas de uso durante a noite. Os jovens que não podem pagar um mangá vão ao McDonald's a noite toda pagando 100 ienes (0,60 euro) por um café.

Entre esses trabalhadores precários, os diaristas que tinham sido contratados na indústria da construção viram-se massivamente desempregados desde o início dos anos 90. Alojados em estaleiros de obras, para esses trabalhadores diaristas, o desemprego significa a perda de alojamento. Hoje, reúnem-se em parques públicos em tendas que constroem com lonas. São principalmente homens com mais de 50 anos que contribuíram para o desenvolvimento económico do Japão no pós-guerra e que têm menos de 65 anos de idade e estão excluídos da assistência social. A reivindicação do direito dos pobres à assistência social é organizada principalmente pelos sindicatos dos trabalhadores sem-teto.14 Os sindicatos voltados para eles são mais frequentemente organizados com base na vizinhança, para trabalhadores de pequenas empresas onde estão ausentes as grandes organizações sindicais. O centro nacional (Rengo), estruturado de acordo com os setores industriais, só recentemente se interessou por esses trabalhadores. Os sindicatos independentes nasceram depois da década de 80, por iniciativa de muitos ex-ativistas de 68. Os empregos precários foram criados maciçamente durante a década de 80, sob o regime neoliberal do Partido Liberal Democrata. Hoje, existem cerca de 70 sindicatos independentes agrupados numa rede15.

Estas novas problemáticas vão muito além dos desafios levantados pelos movimentos que as precederam. No entanto, os atores dessa geração militante investiram nessas novas questões mobilizando as suas referências dos anos 70. Todos os problemas de precarização no trabalho ou, mais geralmente, de exclusão social são analisados como resultado da globalização neoliberal, e tanto mais quanto os movimentos anti exclusão se estão a espalhar por todo o mundo. No entanto, a luta de classes ou a contestação do Estado imperialista e capitalista já não correspondem à experiência vivida pelos interessados, e já não é a leitura adequada da realidade para a maioria da opinião pública japonesa. Como resultado, os movimentos baseados nas mesmas referências que nos anos 60-70 já não encontram eco na sociedade japonesa e têm muito pouco impacto. Muito pelo contrário, parece que, com o aumento do sentimento de insegurança, a opinião japonesa está a aceitar cada vez mais a lógica nacionalista e militarista do Estado.

Pelo seu lado, as pessoas diretamente afetadas pela exclusão social parecem ter interiorizado o pensamento liberal e aceitado sem revolta a sua situação, de maneira comparável ao que François Dubet mostra relativamente à França na sua análise da desigualdade16. A lógica dos movimentos de 68 japoneses, como a luta contra o imperialismo no sentido marxista, domina os movimentos sociais contemporâneos. Essa lógica ainda tem uma certa relevância, especialmente porque a sociedade japonesa ainda não emergiu da guerra fria. No entanto, no nível dos atores, essa lógica já não faz parte de uma crítica da sociedade em que a desigualdade e a responsabilidade social são individualizadas, e as situações individuais já não são percebidas por meio de quadros de leitura estruturais. A lógica dos movimentos de 68 talvez já esteja ultrapassada embora os seus antigos sonhos continuem.

Artigo de Nanako Inaba, professora na Universidade de Ibaraki. Este artigo apareceu originalmente em Contretemps (1ª série), n ° 22, maio de 2008. Tradução para português de Deolinda Peralta, para esquerda.net


Notas

1 Jürgen Habermas, The Theory of Communicative Action, traduzido por Thomas McCarthy, 2 vols, Cambridge, Polity, 1984- 1987. (= Teoria da kommunikativen Handelns, 2 voos, Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1981).

2 Michiba estabeleceu uma revisão abrangente do movimento de paz depois da guerra (Michiba Chikanobu, Senryo de Heiwa "Sengo" toiu Keiken, Tóquio, Seidosha, 2005).

3 O Japão ainda não denunciou este acordo pelo que ainda está em vigor.

4 Os alvos foram principalmente grandes empresas como Mitsubishi e Mitsui, cujos fundadores são famílias de classe média interessados no complexo militar-industrial que fabricava equipamento militar durante a guerra sob o regime imperialista do imperador Hirohito.

5 Isso vai no sentido da teoria dos novos movimentos sociais, que postula que a lógica da luta de classes desemboca na sociedade pós-industrial.

6 O PARC (Pacific Asia Resorce Centre), que é um dos precursores dos movimentos de solidariedade com os países em desenvolvimento, é o resultado de movimentos contra o Tratado de São Francisco. Uma fração do PARC, Grupo de Estudo do Plano dos Povos, compartilha as mesmas posições. (http://www.ppjaponesia.org/; http://www.jca.apc.org/ppsg/en/)

7 Pelo tratado de segurança Japão-EUA, as forças dos EUA estão presentes no território japonês, 75% das quais são acampamentos, bases e instituições em Okinawa, o que representa apenas 0,6% da superfície nacional.

8 Violence against women in war-Network Japan Ásia e Womens' Resource Center desempenhou o papel principal nesta mobilização.

9 Alain Touraine, Production de la société, Paris, Seuil, 1973.

10 Tanaka Mitsu, Kakegaeno nai taishitakoto no nai watashi, Tóquio, Impact shuppankai, 2005.

11 Tanaka Mitsu & Ueno Chizuko, Chizuko to Mitsu no Kontontonkarari, Tokyo, Mokuseisha, 2003.

12 Idem

13 Michel Wieviorka, «Un autre monde est possible» in Michel Wieviorka (dir.), Un autre monde… Contestations, dérives et surprises dans l’antimondialisation, Paris, Balland, 2003 ; Sous-commandant Marcos et Ignacio Ramonet, Marcos, la dignité rebelle, Paris, Galilée, 2001

15 Labor Net Japan (http://www.labornetjp.org/fj ) reúne movimentos sociais e sindicais em torno da precariedade do emprego. Rede de Solidariedade com Migrantes no Japão é uma rede nacional de cerca de 100 organizações de solidariedade com trabalhadores migrantes.

16 François Dubet, Les inégalités multipliées, Paris, L’Aube, 2000.

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