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2012: Ano de tributo a José Afonso e Adriano

Foi apresentada a iniciativa “Amigos maiores que o pensamento” que pretende fazer de 2012 um ano do tributo a José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, através de diversas atividades. A iniciativa tem site em amigosmaioresqueopensamento.wordpress.com.
Foto de Vítor Garcez/ASF, retirada do site da Associação José Afonso (www.aja.pt/)

Nesta terça feira, na escadaria da Casa da Música no Porto, foi divulgada a iniciativa “Amigos maiores que o pensamento”, com a participação do Grupo Canto D’Aqui, que pretende celebrar no ano de 2012, a obra e a vida de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.

Na apresentação da iniciativa, um dos organizadores, Paulo Esperança, lembrou que em 2012 cumprem-se 25 anos sobre a morte de José Afonso e 30 anos sobre a de Adriano Correia de Oliveira e, referindo que se “não se comemora a morte de amigos”, salientou que a vontade de “celebrar a obra e o exemplo cívico” dos dois cantores juntou já 120 entidades e cerca de 500 pessoas na subscrição do manifesto “Tempos de borrasca invadem-nos a alma!”, que está acessível no site da iniciativa (amigosmaioresqueopensamento.wordpress.com).

Entre os subscritores incluem-se uma grande diversidade de entidades, como a Escola Secundária Alexandre Herculano, as companhias de teatro Palmilha Dentada ou Barraca, a Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e a Confraria dos Ovos Moles de Aveiro, assim como várias associações cívicas e culturais galegas.

Paulo Esperança sublinhou ainda que Zeca e Adriano “tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de estímulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana”.

Segundo a agência Lusa, o primeiro evento da iniciativa está agendado para a Taberna Svbvura, em Braga, a 26 de janeiro, ocasião em que se irão apresentar poemas de 1955, não musicados, de José Afonso. Entre outras iniciativas, está já programado um tributo aos dois músicos no Teatro Circo de Braga, a 23 e 24 de fevereiro, e a encenação da peça “Madrugada”, com música de José Mário Branco, para o Teatro Helena Sá e Costa, no Porto.

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