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1 de julho de 1970: Início da Operação Nó Górdio

Mais de meio século depois, a campanha militar portuguesa, conduzida pelo general Kaúlza de Arriaga, continua a não ser assumida em Portugal como aquilo que verdadeiramente foi: uma vitória para a Frente de Libertação de Moçambique. Por Mariana Carneiro.
Kaúlza de Arriaga visita as tropas em Moçambique. Foto publicada no livro "Guerra Colonial", de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso.

O ano de 1969 fica marcado, logo em janeiro, por infiltrações de guerrilheiros e armamento da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em direção à Zambézia, com objetivo de aí abrir uma frente de combate. 

A 3 de fevereiro, o fundador e então líder da FRELIMO, Eduardo Mondlane, é assassinado nos escritórios do movimento em Dar-es-Salam, com recurso a uma encomenda armadilhada. A liderança desta Frente de Libertação será assumida, numa primeira fase, pelo triunvirato Uria Simango, Marcelino dos Santos e Samora Machel. No entanto, a 10 de maio de 1970, este último é nomeado presidente. Marcelino dos Santos assume, por sua vez, a vice-presidência da FRELIMO e os elementos mais moderados afastam-se do movimento. Ao contrário do que alguns poderiam esperar, a cisão não belisca a hegemonia da FRELIMO no contexto da luta de libertação nacional moçambicana. Inclusive, Machel introduz alterações táticas na guerrilha que trarão frutos, como é o caso da dispersão das unidades em grupos mais pequenos, traduzindo-se numa maior mobilidade no terreno e capacidade de ataques cirúrgicos aos destacamentos portugueses. 

Em abril de 1969, Marcelo Caetano, em visita às ex-colónias, anuncia, em Lourenço Marques (atual Maputo), que estará “para breve” o início da construção da barragem de Cahora Bassa, em Tete, a maior de todo o continente africano e cuja potência total só seria ultrapassada por duas outras barragens, na URSS e no Canadá. Este projeto, a ser desenvolvido no rio Zambeze, assumiria um papel significativo no desenrolar da guerra. Após acesa polémica no seio do próprio regime, é assinado, a 19 de setembro de 1969, o contrato de construção da barragem com o consórcio internacional Zamco, cuja maioria do capital era alemã (o consórcio integrava ainda empresas portuguesas, sul-africanas, francesas e italianas). É também assinado um contrato com a Eskom para o fornecimento de energia à África do Sul. Os trabalhos no terreno iniciaram-se ainda em finais de 1969, implicando uma complexa logística. A necessidade de garantir a segurança e defesa do empreendimento económico levou à concentração de tropas e meios militares naquele espaço.

Início da obras da barragem de Cahora Bassa. Imagem publicada no livro "Guerra Colonial", de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso.

Kaúlza de Arriaga e a “solução” para a Guerra

Em junho de 1969, o general Kaúlza de Arriaga assume o cargo de comandante das forças terrestres de Moçambique, substituindo Costa Gomes. No ano seguinte, a 31 de março, toma posse como comandante-chefe das Forças Armadas. 

Com a vaidade e a sobranceria que o caracterizam, Kaúlza de Arriaga tem em mente todo um quadro de medidas prontas a ser implementadas, e que são alheias à realidade do terreno. Acresce que o general não se coíbe de confrontar os governadores-gerais, primeiro Baltazar Rebelo de Sousa, pai do atual presidente da República, e, posteriormente, Arantes e Oliveira, no que respeita à condução da guerra. E nem de degradar, ainda mais, a sua relação com o engenheiro Jorge Jardim, o homem que puxava todos os cordelinhos em Moçambique. Tratava-se de um multifacetado empresário, que agia como uma espécie de agente secreto ao serviço de Salazar, generosamente financiado pelo orçamento das Forças Armadas, e que intermediava os interesses de grandes multinacionais e de países como a Rodésia, África do Sul e Zâmbia.

Kaúlza de Arriaga rompe com a forma como os generais Costa Gomes e Augusto dos Santos conduziam a guerra. Ambos privilegiaram o dispositivo militar de quadrícula, com as unidades implantadas em determinadas zonas, junto das populações. Desta forma, foi possível garantir a presença militar e, simultaneamente, estabelecer contacto com os locais, evitando grandes operações.

Mas Kaúlza de Arriaga tinha outros planos: promover uma grande operação militar para derrotar a guerrilha e aniquilar a FRELIMO. No final de 1969, e ainda como comandante das Forças Terrestres, cria o Comando Operacional das Forças de Intervenção (COFI), para a conjugação de esforços do Exército, Marinha e Força Aérea em missões de grande envergadura. O COFI é comandado pelo coronel pára-quedista Armindo Videira, e estabelece-se em Nampula. Arriaga inicia ainda a preparação de unidades de comandos com recrutamento local e os chamados Grupos Especiais (GE) de milícias e Grupos Especiais Pára-quedistas (GEP), constituídos exclusivamente por africanos. O general promove, por outro lado, a deslocação forçada de populações para “aldeamentos estratégicos”, por forma a evitar o seu contacto com a FRELIMO.

Kaúlza de Arriaga e Armindo Videira, comandante do COFI. Foto publicada no livro "Guerra Colonial", de Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso.

A ‘solução’ de Kaúlza de Arriaga, para quem “os conflitos do pós-guerra não eram mais do que batalhas contra o expansionismo comunista”[1], baseava-se, portanto, numa proposta de vitória militar numa guerra de contra-guerrilha.

Início da Nó Górdio: Mueda, “a Terra da Guerra”[2]

Em dezembro de 1969, dois terços das ações da FRELIMO estavam concentradas em Cabo Delgado, e o triângulo serra do Mapé-Macomia-Chai servia como apoio dos guerrilheiros no seu avanço para sul do rio Messalo. A FRELIMO concentrava os seus esforços na sabotagem dos itinerários utilizados pelas tropas portuguesas, mediante a colocação de minas, e nos ataques às colunas táticas e logísticas. Esta Frente de Libertação procurava reforçar ainda a sua ação na consciencialização das massas populares. No primeiro trimestre de 1970, a guerra intensifica-se, com a FRELIMO a passar o rio Messalo, em direção ao rio Lúrio, e a desenvolver ações expressivas em Tete/Cahora Bassa. Neste período, a atividade da guerrilha aumenta mais de 40%.

Kaúlza de Arriaga multiplica os preparativos para a Operação Nó Górdio e concentra no Norte armamento, munições, mantimentos e efetivos. São feitas intervenções nos aeroportos de Mueda e Nangololo para aumentar a sua capacidade. Mueda, “a Terra da Guerra”, transforma-se numa enorme base de operações.

Na Nó Górdio participam mais de oito mil homens, o equivalente a cerca de 40 por cento das tropas no território. A maior operação levada a cabo na Guerra Colonial em África integra o Exército, Força Aérea e Marinha, todas as unidades de forças especiais - comandos, fuzileiros e pára-quedistas -, GE, as forças de intervenção entretanto criadas, a quase totalidade da artilharia de campanha, das unidades de reconhecimento e engenharia. Aos efetivos que iriam participar na operação, Arriaga descrevia assim a sua missão: “(...) Destroçar o In [inimigo] que, armado, pretende dominar a região; libertar as populações escravizadas; restabelecer a ordem e a paz (...)”.

No mesmo dia em que o Papa Paulo VI recebe Agostinho Neto, Marcelino dos Santos e Amílcar Cabral, na qualidade de dirigentes do MPLA, FRELIMO e PAIGC, a 1 de julho de 1970, tem início a Nó Górdio, cujo principal objetivo passava pela destruição das grandes bases de Gungunhana, Moçambique e Nampula. A 6 de julho foi localizada e assaltada a base de Gungunhana, isto depois de, no dia anterior, ter sido orquestrado um ataque numa localização errada. Foi ainda tomada a base de Moçambique. A 15 de julho dá-se o ataque à base de Nampula. Estas bases tinham sido já abandonadas, cerca de dois meses antes, pela FRELIMO. A tropa portuguesa estabelece bases temporárias nas proximidades.

Entrada da base de Gungunhana. Imagem publicada no livro "Guerra Colonial", de Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes.

É posta em marcha uma intensa campanha de ação psicológica, com vista a desmoralizar os guerrilheiros, quebrar as suas bases de apoio entre a população e elevar a moral das tropas portuguesas. Para o efeito, é criado um destacamento de ação psicológica com apoio do Rádio Clube de Moçambique e de um avião Dakota para difusão sonora e envio de panfletos, à semelhança do que aconteceu no Vietname. As unidades de comandos são sujeitas a formas específicas de ação psicológica em que se apostava no cruzamento de motivação ideológica e psicológica, levando a que estes métodos fossem comparados com ritos iniciáticos de antigas ordens religiosas[3]. Constituem-se supostas equipas de receção de refugiados em vários locais e de apoio psicossocial às populações.

Imagem publicada no livro Os Anos da Guerra 1961-1975: Os Portugueses em África - Crónica, Ficção e História. Lisboa: Círculo de Leitores, I e II, 1988, organização de João de Melo e Joaquim Vieira.

FRELIMO “aperfeiçoa e consolida a guerrilha”

Na sua avaliação, o comando português conclui que a campanha militar portuguesa, que se prolongou até 6 de agosto de 1970, foi um verdadeiro sucesso, com todos os objetivos cumpridos e outras conquistas alcançadas. 

É esta versão que figura no relatório sobre a História da 21ª Companhia de Comandos, datado de 6 de agosto de 1971, em que é referido que a Nó Górdio “abalou a moral do IN [inimigo], desmantelou a sua organização militar e político-administrativa, causou-lhe baixas e importantes perdas de material.

“A nossa Companhia, fazendo parte do Agrupamento que tomou como objetivo a Base Gungunhana, teve nesta operação oportunidade para se sentir realizada, não só pelos resultados obtidos, mas por sentir ter contribuído para uma importante viragem favorável ao curso da guerra”, lê-se na missiva.

Mas a realidade está bem longe de ser essa. 

À partida, e segundo sublinhado pelo ex-combatente da FRELIMO Salésio Nalyambipano, o efeito surpresa ficou comprometido[4]. O movimento sabia, desde finais de 1969, que se preparava uma grande operação. A 25 e 29 de março, em Litapata, distrito de Muidumbe, o então chefe do departamento de Defesa, Samora Machel, orientava a guerrilha. 

“Reconhecendo a superioridade militar do inimigo em quase todos os aspetos, devíamos adotar uma tática de atacar e retirarmo-nos imediatamente e nunca tentar fazer um assalto durante a Nó Górdio”, lembra Nalyambipano. A FRELIMO abandona as principais bases, intensifica sabotagens, cria unidades mais pequenas, e reforça a campanha de informação da população para que esta se pudesse defender.

Enquanto Arriaga concentrava tropas e meios militares no Norte, a FRELIMO aumenta significativamente o número das suas ações nas frentes de Niassa e Tete, conseguindo, simultaneamente, garantir uma presença em Cabo Delgado capaz de ali fixar as forças portuguesas. As ações da FRELIMO fora da área em que se desenrolou a Operação Nó Górdio demonstram que o movimento conseguiu manter operacionais as suas estruturas em todos os setores. Quando o general Kaúlza de Arriaga se vê forçado a acorrer a Tete para proteger o empreendimento de Cahora Bassa, desguarnece ainda mais o Niassa e viabiliza o reforço da implantação da guerrilha no Norte. O enfraquecimento das defesas a sul do rio Zambeze e no distrito de Tete, acaba, mais tarde, por permitir que a FRELIMO penetrasse nos distritos de Manica e Sofala, no centro do território moçambicano.

Por outro lado, e conforme assinalam Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso, após a Operação Nó Górdio, os órgãos políticos, militares e administrativos da Frelimo destruídos ou transferidos do núcleo central do Planalto durante a investida reinstalaram-se quase na totalidade nas mesmas regiões.

Acresce que a intensa campanha de ação psicológica não teve os efeitos pretendidos, conforme refere o relatório da operação: “Não obstante a ação psicológica realizada pelas forças nacionais, as populações não se apresentaram. De forma geral, afastaram-se para fora do alcance das forças militares e construíram novas palhotas, ou então regressaram para a proximidade das antigas, logo que lhes foi possível”.

Foto de Joaquim Coelho - Espaço Etéreo, Wikipedia.

De acordo com Amélia Neves de Souto, entre os ex-combatentes da Frelimo, a Operação Nó Górdio é um acontecimento sempre relatado, surgindo três componentes de análise: “a extrema violência e dureza daquele período; a nova estratégia militar que foi necessário delinear pela direção da Frelimo; e o erro de tática de Kaúlza de Arriaga na sua condução”.

“Foi a nossa Academia”, frisa Omar Santana, explicando que a Nó Górdio “veio criar estrategas na Frelimo”: “Foi através dela que aperfeiçoámos e consolidámos a guerrilha”.

Eduardo Nihia sublinha, por sua vez, que, “do ponto de vista da estratégia militar, o Nó Górdio foi um erro de tática por parte de Arriaga e seus oficiais”. 

“Eles escolheram Cabo Delgado, sobretudo o Planalto dos Macondes, onde concentraram todas as suas forças, porque assumiam erradamente que, na sequência do Massacre de Mueda, a 16 de junho de 1960, […] apenas a população daquela zona […] tinha motivos para lutar contra os portugueses. Pensavam que, quebrando a resistência em Cabo Delgado, conseguiriam ganhar as populações noutras regiões, mas estavam completamente errados”, aponta.

Cartaz da FRELIMO publicado por ocasião da “Operação Nó Górdio”, 1970. Fonte: Fundação Mário Soares, Documentos Dalila Mateus, Pasta 08034.000.009.

“A operação Nó Górdio traduziu-se numa derrota estratégica total”

Em Guerra Colonial, Carlos Matos Gomes e Aniceto Afonso realçam que, “apesar do discurso oficial de vitória sobre a Frelimo e do desmantelamento das suas forças após a operação Nó Górdio, existia a consciência de que tal não era verdade”. A partir da Nó Górdio, a FRELIMO “passou a conduzir a manobra sobre o terreno obrigando as forças portuguesas a correr atrás dela”, lê-se na obra.

Spínola e Costa Gomes também se distanciaram da versão vitoriosa da Nó Górdio: “Foi um erro, uma aplicação dos conceitos de guerra clássica à guerra subversiva”, assinalava o general Costa Gomes.

Silva Cunha, ministro do Ultramar, e depois da Defesa, retratava a situação da seguinte forma: “Era como atirar uma pedra para um vespeiro: as vespas [fugiam] para todos os lados. [O resultado foi que] a subversão expandiu-se, em lugar de ser dominada”.

Já Pedro Cardoso, que pertenceu aos serviços de informação militar em Moçambique, afirmava que “por isso é que o presidente Samora Machel diz que ganhou a guerra, e tem toda a razão. Foi Kaúlza de Arriaga que a perdeu. Fez uma operação vultuosa, mas não atingiu nenhum dos objetivos que queria”.

Para o major Mário Tomé, a operação Nó Górdio traduziu-se “numa derrota estratégica total”:

“A Frelimo retirou com a necessária antecedência tropas, materiais e populações, deixando alguns focos de resistência bem organizados, que bastaram para condicionar totalmente a operação, causar baixas em grande número, danificar e consumir enorme quantidade de material e munições, arrasar física e moralmente tropas especiais e normais. Dessa Operação não mais se recomporia a RMM [Região Militar de Moçambique]. A Operação Nó Górdio estava já catalogada como uma retumbante vitória mesmo antes de se realizar. Natural que fosse publicamente apresentada como tal.
Depois do ‘êxito estrondoso’ da Nó Górdio, com o desalojamento do IN [inimigo] de Cabo Delgado e a sua desarticulação, como dizia Kaúlza, ninguém mais pensou na progressão para sul do ‘Exército Maconde’. Pois não. Era a Frelimo quem progredia aceleradamente para sul, levantando as populações e espalhando a guerrilha”.

O romance Nó Cego, de Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos de Matos, é uma espécie de paráfrase da Operação Nó Górdio, que tão bem traduz aquele ambiente de guerra e desmistifica os heróis e as glórias tão amplamente propaladas antes e depois do 25 de Abril.

Nota inicial do livro Nó Cego, introduzida por Carlos Vale Ferraz:

"Esta é uma obra de ficção. Factos, pessoas e situações narradas não aconteceram nem existiram, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Pormenores eventualmente chocantes dizem respeito a outras gentes e a tempos em que a guerra era suja, mas povoada por humanos combatentes; a real verdade foi outra, vejam-se as fotografias e leiam-se os discursos da época, limpas e gloriosas ações representadas por magníficos heróis".

A intensificação da violência e o afastamento de Kaúlza de Arriaga

Após a Nó Górdio, a violência sobre as populações civis intensifica-se. Com a Operação Fronteira, são destruídos massivamente os meios de subsistência das populações - campos, aldeias, machambas são dizimados. A 7 de agosto de 1972, a revista ‘Afrique Asie’ denuncia o uso de herbicidas, adquiridos por Jorge Jardim na África do Sul, que tornam os solos estéreis.

O padre colombiano Luis Alfonso da Costa denuncia as torturas, a castração e a mutilação, as execuções de que são alvo as populações moçambicanas por parte de tropas irregulares, os Grupos Especiais (GEs), moldados à imagem dos ‘marines’ norte-americanos.

Caderno de 34 páginas de impressão artesanal publicado em junho de 1973, onde consta o testemunho do Padre Luís Afonso da Costa e extratos dos seus documentos. A introdução é assinada por "Um grupo de defensores da paz". Espólio de Mariana Carneiro.

Multiplicam-se os conflitos, as revoltas, os massacres, como os de Mukumbura, Chaworha, Juawu e Wiriyamu, ocorridos no distrito de Tete entre 1971 e 1972. Em janeiro de 1972, dois padres portugueses, da paróquia do Macúti, na Beira – Joaquim Teles Sampaio e Fernando Marques Mendes – são alvo de perseguição, e acabam por ser presos, por denunciarem a violência da guerra. Em junho, a polícia política portuguesa - PIDE/DGS - prende mais de duzentos dirigentes de Igrejas protestantes no Sul de Moçambique.

Em setembro, as capacidades militares de Kaúlza de Arriaga são postas em causa num relatório da PIDE/DGS, que exige a substituição imediata de Kaúlza de Arriaga.

Já em janeiro de 1973, o general vê recusado o seu pedido de alargamento de competências em Moçambique. Seis meses mais tarde, e mediante o agravamento da situação no terreno e a pressão internacional face ao escândalo do massacre de Wiryiamu, Marcelo Caetano demite Kaúlza de Arriaga: "reconheço a vantagem, para si, para Moçambique, para todos nós, em outra pessoa rever os conceitos e as tácitas da ação anti-subversiva em Moçambique".

 


BIBLIOGRAFIA

AFONSO, Aniceto; GOMES, Carlos de Matos Gomes. Guerra Colonial. Edição: Editorial Notícias, abril de 2000

ANTUNES, José Freire (dir.). A Guerra de África 1961-1974. (Lisboa: Círculo de Leitores, 1995)

FERRAZ, Carlos Vale. Nó Cego. Última edição: Porto Editora, abril 2018

GARCIA, Francisco Proença. A guerra em Moçambique. Diário de Notícias Editor: Academia Portuguesa de História ISBN: 9895542410

GOMES, Carlos Matos. Moçambique 1970 – Operação Nó Górdio. Edição: Tribuna da História, abril de 2002

MELO, João de; VIEIRA, Joaquim. Os Anos da Guerra 1961-1975: Os Portugueses em África - Crónica, Ficção e História. Lisboa: Círculo de Leitores, I e II, 1988.

ROSAS, Fernando. História a História – África. Edição: Tinta da China, março de 2018  ‧  ISBN: 9789896714215

SOUTO, Amélia Neves de. 1 de julho 1970 - Início da Operação Nó Górdio, Moçambique. In Cardina, Miguel e Martins, Bruno Sena (org.), As voltas do passado - A guerra colonial e as lutas de libertação. Lisboa: Edições Tinta-da-China (2018), pp 191-197

FONTES MANUSCRITAS

História da 21ª Companhia de Comandos - Arquivo Histórico Militar

OUTRAS FONTES

Programa Jorge Jardim na Guerra Colonial. Apresentação: António Louçã. Coordenação: Samuel Costa e António Louçã. Realização: José Alves Fernandes. Série O País em Memória, RTP Memória - https://arquivos.rtp.pt/conteudos/jorge-jardim-na-guerra-colonial/

A derrota político militar, base da vocação descolonizadora do MFA. A situação em Moçambique. Por Mário Tomé - https://a25abril.pt/wp-content/uploads/2019/01/MarioTome.pdf

Site Guerra Colonial 1961 - 1974 https://guerracolonial.pt/

Os longos dez anos de (re)construção de pertenças em Moçambique, 1972-1982: uma cronologia - https://www.ces.uc.pt/estilhacos_do_imperio/comprometidos/media/documentos/Cronologia%201972-1973.pdf


Footnotes

  1. ^ AFONSO, Aniceto; GOMES, Carlos de Matos Gomes. Guerra Colonial. Edição: Editorial Notícias, abril de 2000
  2. ^ Idem
  3. ^ https://guerracolonial.pt/site/doutrinas/manobra-das-populacoes-psico/do...
  4. ^ SOUTO, Amélia Neves de. 1 de julho 1970 - Início da Operação Nó Górdio, Moçambique. In Cardina, Miguel e Martins, Bruno Sena (org.), As voltas do passado - A guerra colonial e as lutas de libertação. Lisboa: Edições Tinta-da-China (2018), pp 191-197

 

Sobre o/a autor(a)

Socióloga do Trabalho, especialista em Direito do Trabalho. Jornalista do Esquerda.net. Mestranda em História Contemporânea.
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