O Partido Socialista chegou a acordo com a maioria PSD/CDS, que viabilizou um projeto de resolução daquele partido para mandatar o governo a defender uma adenda ao Tratado Orçamental que conforme “uma agenda de crescimento e de criação de emprego”.
“Valeu a pena o PS ter dado à maioria PSD/CDS uma segunda oportunidade e ainda bem que a maioria aproveitou essa segunda oportunidade”, declarou Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS, que salientou: “Esta noite o primeiro-ministro vai estar em Bruxelas, no Conselho Europeu, com uma posição reforçada”.
“Penacho em cima da cabeça do pacto orçamental”
“Onde estão as medidas para o crescimento nesta proposta? Esta proposta tem alguma?”, questionou o coordenador do Bloco de Esquerda, sublinhando que o PS foi a favor da retirada das euro-obrigações do seu próprio ato adicional. Para Francisco Louçã, a proposta do PS viabilizada pela maioria de direita é “um penacho em cima da cabeça do pacto orçamental europeu”.
Ora o “tratado é o que conta” e “está lá que não pode haver política pública para o crescimento”, afirmou o deputado bloquista, lembrando ainda que o PS aprovou o pacto orçamental há algumas semanas.