Foi a deputada Cecília Honório quem iniciou as intervenções da noite, num dia em que José Sócrates, numa intervenção em Mangualde, respondeu às críticas do líder do PSD.
“Há uma crise artificial entre o PS e o PSD que foi criada em noites de Verão, mas ao Bloco de Esquerda o que realmente importa é a crise real que o país vive, no desemprego, dos cortes nos apoios sociais, do ataque ao SNS e à escola pública”, referiu.
“O Primeiro-ministro pintou de cor de rosa a situação económica do país, quando temos o desemprego a subir, com 600 mil pessoas sem trabalho”, sublinhou a deputada do Bloco.
Sobre a troca de críticas dos últimos dias entre PS e PSD, Cecília Honório comentou que “o jogo de palavras parece esconder dois projectos para o país, mas não nos deixemos enganar porque eles estão de acordo, entenderam-se no apoio ao PEC1 e PEC2 e no ataque aos salários e aumento de impostos”.
Ana Drago lembrou a situação dos cerca de 600 mil desempregados, dos quais 326 mil estão sem emprego há pelo menos mais de um ano, e da situação de pobreza em que vive actualmente um em cada cinco portugueses.
A deputada falou também da “telenovela que se criou em torno da questão do Orçamento de Estado para 2011”, e da “espiral de cortes” que o PS tem vindo a concretizar com apoio do PSD.
O tema da redução dos apoios sociais foi retomado por José Soeiro, que lembrou a prioridade que tem de ser “o combate à precariedade que compromete uma geração inteira”. “Oito em cada 10 jovens têm trabalho precário, não têm direitos, nem férias”, salientou. “É nesta luta contra a indecência da governação do PS que o Bloco se continuará a bater. Contra os 2 milhões de precários que temos hoje, ou as 600 mil pessoas sem emprego”.
“Não aceitamos que nos digam que somos uma geração condenada à precariedade. O Bloco exige uma política de decência e responsabilidade”, concluiu.