Cinema

Conhecido sobretudo como documentarista, com mais de 30 filmes, o cineasta teve 22 anos de “castigo” sem receber nenhum apoio à produção de filmes: “Ainda hoje vejo académicos branquearem a história do cinema ao não mencionarem os meus primeiros filmes como filmes sobre o 25 de Abril.”

A segunda parte da nova adaptação do romance de ficção científica de 1965 de Frank Herbert, Dune, está nos cinemas. Com a sua mistura, muitas vezes reacionária, de cinismo político, catastrofismo ecológico e orientalismo lúgubre, Dune continua a ser estranhamente atraente para o público de esquerda. Por Chris Dite.

Renée Nader Messora e João Salaviza filmam a comunidade krahô quer nos desafios próximos da pandemia do Bolsonarismo, desflorestação da Amazónia, agro-negócio, pilhagens de animais e vírus Covid, quer na recriação do massacre de 1940 e do impacto da ditadura militar mostrando a resiliência deste povo. Por Paulo Portugal.

Javier Milei avançou com fortes cortes no investimento na Cultura, em particular no Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais o que terá um impacto negativo nas escolas de cinema, salas de cinema e festivais de cinema.

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com o forumdoc.bh (Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte) e o Cinema Trindade, apresenta uma Mostra de Cinemas Indígenas, no Cinema Trindade.

O cineasta português Rui Simões vai estrear aos 80 anos, no dia 25 de abril, a longa-metragem “Primeira Obra”, o seu primeiro filme de ficção em 50 anos de carreira.

O realizador de vários dos maiores sucessos do cinema português contemporâneo morreu esta quarta-feira. Era também uma homem de muitas causas, da defesa da televisão pública, ao direito a morrer com dignidade, contra a privatização da TAP, entre tantas outras.

Ewan Gibbs e Calum Barnes analisam a adaptação cinematográfica deste romance que satiriza de forma sombria e eficaz as depredações do capitalismo e os seus abusos tecnológicos na Inglaterra vitoriana. Um artigo lido por Carlos Carujo.

Eu, capitão mostra o drama (e terror) de jovens refugiados que têm a Europa como miragem. A jornada é uma descida aos círculos do inferno: clima hostil, ambiente inóspito, brutalidade e corrupção – enquanto a pureza do seu coração é colocada a prova. Por José Geraldo Couto.

Num palmarés dominado pelas causas, Hong Sang-Soo venceu o Grande Prémio do Júri, com A Traveler's Needs, ao passo que o inventivo Bruno Dumont recebeu o Prémio do Júri para L'Empire. Mãos no Fogo, de Margarida Gil, ficou fora dos prémios. Por Paulo Portugal.

A Associação MUTIM lamenta “a significativa disparidade de género na composição dos jurados dos concursos de 2024”, lembrando que a “diversidade dos jurados que avaliam os seus concursos, a nível de género, idade, classe, origem geográfica e cor, deve ser uma prioridade do ICA”.

O país vai a eleições no próximo dia 10 de março, para eleger os membros da Assembleia da República para a 16.ª legislatura de Portugal, no ano em que se comemoram os 50 anos da Revolução do 25 de Abril.

O cenário de Folhas de Outono é o da depressão, da melancolia e da tristeza dos indivíduos nas sociedades hiper-capitalistas e super-industrializadas do trabalho precário e da vida solitária de homens e mulheres avulsos e sem família. Por Léa Maria Aarão Reis.

Durante a cerimónia de entrega dos mais importantes prémios cinematográficos de Espanha, os Goya, o cineasta Pedro Almodóvar respondeu com ironia ao comentário do Vox sob um forte aplauso, naquela que foi a primeira vez que os Goya contaram com a presença do partido de extrema-direita.

A Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema lançou, a 7 de fevereiro, o Portal Félix, um "ponto de acesso centralizado aos dados sobre o património cinematográfico português a cargo da Cinemateca", após vários anos de preparação e desenvolvimento.

A adaptação cinematográfica de Pobres Criaturas satiriza de forma sombria e eficaz as depredações do capitalismo e os seus abusos tecnológicos na Inglaterra vitoriana. Mas, assim como o seu material de origem, as suas críticas têm relevância universal. Por Ewan Gibbs e Calum Barnes.

Dentro de Lisboa “existem outras cidades que nós nunca chegamos a habitar, nem sequer a conhecer (…) e acho que há uma dimensão asiática em Lisboa que é muito viva, muito forte, e se calhar muito ignorada”, diz a realizadora Leonor Teles numa entrevista ao Público.

Nesta entrevista, a cineasta Solveig Nordlund reflete sobre o cinema militante e diz-se surpreendida com a redescoberta do seu filme Aparelho Voador a Baixa Altitude, que passou na sexta-feira no Festival de Cinema de Roterdão. Por Paulo Portugal.

Estreia esta quinta-feira a longa comédia ácida de Rodrigo Moreno, um dos realizadores da nova vaga do cinema argentino. É um filme precioso em que nos apetece ficar longamente à conversa depois de o ver. Por Paulo Portugal.

Se ainda há dias pairavam no ar as listas com o elenco dos melhores filmes do ano, a estreia de Folhas Caídas logo nas primeiras semanas eleva a fasquia para um grau de exigência invulgar. Por Paulo Portugal.