A direita investiu na praxe. Um investimento que lhe tem saído frutuoso. Um movimento estudantil domesticado a fazer flexões na coreografia de praxes reeditadas, sendo que a primeira edição não era já publicável.
Enquanto noutros países a estratégia passa por apostar na formação superior e na ciência, em Portugal remete-se a geração mais qualificada de sempre para o limbo do desemprego ou da emigração e a ciência para um lugar residual na estratégia de desenvolvimento do país.
O Presidente da FCT admitiu na AR que as classificações do último concurso para atribuição de bolsas tinham efetivamente sido alteradas sem conhecimento dos painéis de avaliação. A justificação é de índole burocrática...
Quando o entrevistei em agosto do ano passado, pedi-lhe que cantasse "We Shall Overcome", fê-lo, e disse-me: "Sim, é algo que é preciso recordar à raça humana. Não se rendam. Venceremos. Venceremos, algum dia..."
Para o mayor de Londres, Boris Johnson, quem é mais pobre tem menos QI, quem é rico é-o, obviamente, pela sua inigualável inteligência! Este tipo de argumento não é novo.
Uma Sociedade da família Soares dos Santos foi a empresa privada que mais benefícios fiscais recebeu em 2012. Percebe-se com mais rigor o verdadeiro sentido do famoso slogan da cadeia de supermercados Pingo Doce: “Sabe bem pagar tão pouco”.
A praxe vai ser ultrapassada quando se conseguir demonstrar o seu ridículo e falta de sentido, os valores anti-democráticos que lhes estão associados e, sobretudo, a total dissonância entre o que ali se tenta ensinar e a sociedade que queremos.