Robert Redford: "Os filmes mais interessantes foram os independentes"

16 de fevereiro 2010 - 1:31
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Amy Goodman entrevista Robert RedfordNesta entrevista a Amy Goodman, o actor e realizador fala do seu apoio ao cinema independente, das suas origens sociais, do filme "Os Homens do Presidente" e de Paul Newman. 

 

Publicamos em seguida passagens da entrevista de Amy Goodman, da Democracy Now! a Robert Redford. A entrevista na íntegra pode ser lida (em inglês) ou vista em vídeo aqui.

AMY GOODMAN: Estamos a emitir a partir de Park City, Utah, Estados Unidos, onde se realiza o Festival de Cinema de Sundance, o maior festival de cinema independente do nosso país. Esta semana estamos em Sundance para entrevistar realizadores independentes dos Estados Unidos e de outras partes do mundo.

Hoje vamos entrevistar Robert Redford, o fundador do Festival de Cinema de Sundance. Redford é actor, realizador e produtor de renome. Mas é também um activista que tem empregue o seu enorme sucesso na promoção das suas verdadeiras paixões: a justiça ambiental, os direitos dos povos ameríndios e o cinema independente. O seu empenho cívico e político, que ganhou relevo durante os mandatos de George W. Bush, levou-o a escrever num artigo de opinião: "Até à data, a política energética da Administração Bush - a presença militar no Médio Oriente e a prospecção de petróleo em ecossistemas frágeis como o Árctico - é dispendiosa, perigosa e prejudicial."

Redford tem vindo a apoiar desde a década de oitenta o desenvolvimento de projectos de cinema, de teatro e de música independentes, nomeadamente através do Festival de Cinema de Sundance e do Instituto Sundance - sempre com o desejo de renovar e de ampliar públicos.

O nome deste festival é inspirado num dos personagens mais conhecidos de Robert Redford, protagonista do filme Butch Cassidy e Sundance Kid (1969).

Bob Redford, seja bem-vindo ao Democracy Now!

ROBERT REDFORD: Muito obrigado, estou muito contente por estar aqui convosco.

É óptimo tê-lo connosco, e estarmos neste festival. Aquando da abertura desta edição, afirmou que desejava que este festival regressasse às origens, a uma certa rebelião. O que quis dizer com isto? E já agora, pode-nos dizer porque razão lançou este festival?

Penso que alguém alterou a minha afirmação para acrescentar a palavra "rebelião". Eu não seria tão comedido. Mas é verdade o que disse acerca do regresso às origens. E julgo ter dito que achava que o Sundance Institute - fundado em 1980 - tinha começado a partir, digamos, de um impulso. Sem dúvida que foi uma iniciativa arriscada, desde logo porque era inovadora e porque estaria dependente da nossa capacidade de arriscar e de criar um espaço novo para novas vozes. Era isto que queríamos fazer, se tal fosse possível. Mas não sabíamos se iríamos ser bem sucedidos, o desafio era precisamente esse.

No início, pensei que o festival, mesmo se tivesse sucesso, iria durar apenas uns anos. Ou então, acabava. Começaria a perder ímpeto e a causar preocupações - o seu financiamento, por exemplo. Às duas por três tornar-se-ia mais conservador, a fim de se manter. Por outro lado, se cumprisse a sua "missão" - isto é, identificar e apoiar novas perspectivas cinematográficas, criar oportunidades para que possam ser conhecidas, para que se possam desenvolver nos nossos laboratórios de cinema -, se continuasse a ganhar destaque e a distinguir-se no panorama cinematográfico, aí sim, teria condições para continuar.

Mas ao fim de vinte e poucos anos, sem dúvida extraordinários, apercebi-me de que o festival estava a estagnar e a causar as tais preocupações. Nessa altura pensei: ou paramos por aqui ou recomeçamos do zero. Então lembrei-me de um poema de T. S. Eliot, um dos meus preferidos, que começa assim, "Não cessemos a busca", e que termina com estas palavras que fecham um círculo, "para que sejamos capazes de regressar ao lugar de onde partimos e admirá-lo como da primeira vez"1. E foi assim que surgiu a ideia de regressar às origens. E agora, vinte anos depois, esta ideia pode parecer algo novo e refrescante para muitas pessoas, mas para nós é sobretudo a razão de aqui estarmos e o resultado da nossa aposta.

E no entanto está aqui hoje connosco, uma estrela de cinema que já realizou e protagonizou êxitos de bilheteira. Qual a razão que o levou a preocupar-se com os meios de comunicação independentes? Teve tanto sucesso nos meios mais comerciais...

Eu não estou insatisfeito com a minha carreira, com as grandes produções em que participei, pelo contrário. Mas os filmes que mais me entusiasmaram, os filmes mais interessantes - e talvez muitas pessoas não os conheçam - foram os de produção independente, com pequenos orçamentos. A certa altura, aí pelos anos setenta, quando já me tinha estabelecido como actor, quis começar a contar as minhas próprias histórias sobre o país onde vivia, sobre a minha própria experiência. O que contrastava com aquilo que supostamente eu devia pensar e fazer. Foi nessa época, então, que coloquei a questão de realizar um filme.

Tive uma ideia para um trilogia sobre 'ganhar', porque percebia que o meu país era obcecado com esse tema. Como um miúdo que cresceu numa classe baixa, num bairro trabalhadores pobres em Los Angeles, o desporto e as artes foram a minha única saída de uma má situação. E foi-me dado este slogan. Haviam bastantes a circular, tais como: "Não importa se perdes ou ganhas mas sim como jogas." Bem, descobri que isto era uma mentira; neste país, tudo importa mesmo que ganhes ou não. Portanto, quis fazer uma trilogia e escolher três áreas da nossa sociedade que fossem dominantes - desporto, política e economia - e contar uma história sobre ganhar a todo o custo.

Esta foi a ideia e as pessoas não estavam muito entusiasmadas com ela. Queria fazer um filme sobre desporto e usar o esqui como assunto.

Foi o filme "Downhill Racer" [sobre esqui]?

Downhill Racer foi o primeiro desporto. E depois escolhi...

E o próprio Robert Redford é esquiador.

Sim. Decidi esquiar porque é uma combinação de poesia com perigo - e não há muitos filmes sobre esqui.

Espere, queria apenas falar disso mais um bocadinho. Este filme, quase que o teve de tornar independente, não foi? Não teve o completo apoio da Paramount?

Sim, isso levou à ideia de Sundance, porque afinal de contas eu não tinha o apoio total da Paramount. No início pensei que tinha. Fizeram-me muitas promessas. É um filme de baixíssimo orçamento, 1,5 milhão de dólares. Abdiquei do meu salário e estava muito entusiasmado com ele. Estava disposto a fazê-lo por nada. E foi praticamente feito em troca de nada. Foi uma guerrilha para fazer o filme. Mas foi muito emocionante. E havia todas aquelas pessoas a trabalharem pelas mesmas razões, a darem tudo de si. E isso... criou energia.

O que aconteceu foi que o estúdio recusou, porque não acreditavam no filme. E eu vivi essa experiência da forma mais dura. Percebi que nunca houve um verdadeiro apoio. Parecia que estavam a 'deixar-me' fazê-lo por causa de filme mais importantes. Mas a experiência de fazer o filme entusiasmou-me tanto que só quis continuar a fazê-lo. E isso levou-me a continuar a actuar noutros filmes durante os anos 70 porque faria um filme maior, ficaria muito feliz, e "se eu fizer isso, deixas-me fazer este filme pequeno arriscado?" E eles responderiam, "Sim, contando que seja menos de 2 milhões de dólares." Então fiz "O Candidato" e o "Jeremiah Johnson" e "Ordinary People" e mais uns outros. Essa experiência foi sensacional. Adorei. E pensei, bom, sou sortudo porque estou a fazer estes filmes maiores e por causa do sucesso que quer que tenham, terei permissão para fazer outros mais pequenos. Outros não têm tanta sorte. Então porque não criar algo que permitisse a mais pessoas terem o mesmo benefício? Mas teríamos de arranjar uma estrutura.

Isso levou ao programa de laboratório. Iríamos focar-nos nessa categoria de filmes independentes que estava morta e ver se poderíamos reanimá-la. Isto levou-nos ao festival, e este cresceu após vários anos até se tornar no que é hoje. Já há muita coisa dita sobre isso. Mas criou-se a possibilidade de trazer histórias internacionais para cá. E, basicamente, conferiu um cariz político, pois havia muitas que eram sobre diásporas e sofrimento de pessoas, e a vontade de dar a conhecer estas histórias sobre por que é que estavam a sofrer e o que isso significava para que todos pudessem compreender. Nós proporcionámos-lhes uma plataforma.

Fale-nos um pouco sobre o que significava ser uma estrela mas ao mesmo tempo sentir-se um pouco como um estranho.

A ideia de ser um estranho, sim, provavelmente - o bairro onde cresci era bastante duro para um miúdo e era da classe trabalhadora baixa. Maioritariamente hispânicos e japoneses. Eram todos trabalhadores que trabalhavam em casa, acima do Sunset Boulevard. E nessa experiência de vida havia uma parte de mim. Todos o meus amigos, e eu tive grandes amigos, faziam um certo tipo de actividades, basicamente jogos nas ruas, jogos de rua. Não havia leitura. Não havia literatura. Não fazia parte do ambiente e, no entanto, eu era fascinado por isso. Acho que tinha a ver com o facto de os meus pais me levarem à biblioteca quando era miúdo. Íamos ao cinema no sábado à noite e à biblioteca à quarta-feira à noite. Fiquei obcecado por livros muito cedo. Os primeiros foram sobre mitologia, algo maior que a minha vida, sabes, e fiquei espantado. Os meus pais diziam: "Agora tens de ir dormir." Nem sabia que horas eram. "Apaga as luzes." E arranjava uma lanterna e continuava a ler.

Eu não era bom estudante - os nossos professores eram substitutos, os verdadeiros estavam no fim da Segunda Guerra - por isso a educação não era inspiradora. A minha mente estava sempre fora e queria que o meu corpo também estivesse. Queria ir ver o que se passava. Por isso, não era um bom estudante.

Finalmente fui para a Europa para estudar Arte. Lá fui confrontado com jovens estudantes radicais em Paris. Era no final dos anos 50. Desafiaram-me politicamente e eu não sabia nada. Cresci numa altura em que o Nixon era senador da Califórnia, Earl Warren era governador. Achava que eles eram aborrecidos. Eram tipos num fato que pareciam e actuavam aborrecidamente, não tinha interesse nenhum neles. Quando fui desafiado, fui humilhado. Disseram: "Como podes não saber o que sentes em relação ao teu país? Como podes não saber sobre política uma vez que és do país mais forte do mundo?" Fiquei desolado.

Então, decidi estudar, o que fiz, mas a partir da Europa. Comecei a ver o meu país sob uma perspectiva diferente de qualquer outra que me haviam dado. Acho que a outra parte da questão de ser um estranho foi, uma vez mais, quando me apercebi de que me tinham dado mitologias acerca do meu país, que era um país maravilhoso, no que eu ainda acredito, as diferente dos slogans que corriam sobre ele. Comecei a ver o outro lado e a pensar. E senti que havia uma história para contar, há na verdade uma série de boas histórias por baixo da história que nos contavam sobre o nosso próprio país, o que levou a filmes como "O Candidato" e "Os Homens do Presidente" - davam-nos aquilo, mas qual era a realidade? É um país tão grande! Vamos descobrir o que realmente está por trás e como isso nos afecta como seres humanos que crescem nele.

"Os Homens do Presidente". Era um dos portagonistas. Era o Bob Woodward. Mas era muito mais o papel do que ser a estrela, não era? Pode falar-nos disso?

Eu tinha acabado de filmar "O Candidato", estava a promovê-lo. Ia de comboio.

Explique "O Candidato" para aqueles que não o viram.

É um filme, uma espécie de humor negro sobre como alguém era eleito no país naquela altura, 1970. O propósito do filme era mostrar que elegemos as pessoas pela imagem e não pela substância. Eu fazia a personagem sacrificada, a personagem que parecia - eles vendiam a minha aparência em vez de venderem o que era e tentavam aconselhar-me sobre esta parte, mas no fundo era sobre a minha imagem. O filme era isto.

O que aconteceu passado cerca de duas semanas: ia fazer o "The Way They Were". Ia ser dois meses depois no Norte do Estado de Nova York. Estava à espera, e li no jornal umas pequenas notas [sobre Watergate], sabes, e aumentavam cada vez mais. Não prestei atenção aos nomes, apenas dois nomes [dos autores, Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post]. E finalmente tornou-se uma coisa importante. Outros jornais, como o New York Times, envolveram-se quando atingiu um determinado nível. Nixon foi reeleito e foi atrás do Washington Post e atrás dos dois tipos.

Li uma pequena peça sobre quem era os dois homens que estavam a causar todos aqueles problemas. E quando vi que um era judeu e o outro branco protestante, um era extremamente liberal e o outro de direita - não mesmo de direita, mas Republicano - e não gostavam um do outro, e um escrevia bem e o outro nem por isso, e mesmo assim tiveram de trabalhar juntos.

Pensei que a história era interessante. Quer dizer, não estava tão focado nas implicações gerais tanto quanto estava na dinâmica entre ambos. Pensei em talvez produzir um pequeno filme a preto e branco com dois actores desconhecidos e que ocorresse durante o Verão em que eles fizeram aquele trabalho. Tentei ligar-lhes mas não responderam.

Demorou alguns meses quando finalmente recebi uma chamada de Woodward. Ele era frio e disse "Olá". Eu respondi "É o Bob Redford." E ele disse: "Está bem." Não estava muito entusiasmado. E comecei: "Gostaria de saber se posso falar contigo e com o teu colega. Tenho uma ideia." E ele respondeu: "Nós estamos ocupados agora e não é uma boa altura." Não me deu muita importância. E deixei ficar assim. Mas continuava na minha cabeça. Achava que podia ser uma história realmente interessante.

Continuei com outras coisas e estava a fazer outro filme em Chicago, em Fevereiro, quando James McCord escreveu uma carta ao juiz Sirica a dizer: "É verdade. Nós fomos contratados pelo comité para..." E de repente tudo tinha voltado outra vez. Os tipos estavam certos. Telefonei ao Woodward e disse: "Olha, posso apenas, eu sei, ou melhor eu não sei porque não queres falar comigo. Posso apenas falar contigo? É uma ideia. Nada mais." E ele respondeu: "Está bem. Vem ter comigo. Podes vir a Washington? E eu respondi: "Sim." Foi tudo muito ‘capa e espada' e encontrámo-nos.

Então, é o Garganta Funda. Oh não!

Não, mas estava a ser tratado como tal. Ele disse: "Não te encontres comigo. Vai a este sítio e não digas a ninguém, vai para o fundo e senta-te no terceiro lugar." E então encontrei-o e ele pediu desculpa. Disse: "Não pensei que fosses tu quando telefonaste". E eu respondi: "Bem, aqui estou eu. É nisto que tenho interesse." Ele disse: "O meu colega e eu, este não é um bom sítio para falarmos. São tempos duros. Vamos... eu vou ao teu apartamento em Nova Iorque."

Apareceram no final de Fevereiro e tivemos uma reunião de oito horas. Expliquei-lhes o que queria fazer e eles responderam: "Olha, nós vanos escrever um livro sobre tudo isto." Nesta altura, tudo estava a tomar proporções que nunca imaginei. E disse-lhes: "Bem, eu não preciso mesmo que escrevam o livro. Estou apenas interessado em... se vocês apenas me dessem os direitos para fazer isto. Só me interessa este período de tempo. Não sei onde isto vai parar." E eles responderam: "Nós também não."

O Washington Post estava muito inquieto sobre nós. Foram muito cooperantes mas também estavam muito nervosos porque isto era de Hollywood e podia prejudicá-los. Tinham duas caras e eu entendi o motivo. Mas o Bob e o Carl finalmente deixaram-me ver as suas notas das entrevistas e foi possível construir cenas, a partir daí, de forma literal.

O filme foi feito e o resto fala por si. Entretanto, esta pequena coisa estava a tornar-se num grande evento histórico que eu jamais pensei que acontecesse. Na altura em que o filme saiu o Nixon já se tinha demitido, foi algo espantoso.

O Paul Newman morreu recentemente. "Butch Cassidy and the Sundance Kid" lançou-o para o estrelato. Como era a sua relação com Paul Newman? E fale-nos um bocadinho acerca de como ele era.

Ela verdadeiramente um bom amigo. De certa maneira, quando ele faleceu, e porque ele era tão bom amigo, senti, não quis... pensei que não seria digno dele que eu falasse muito.

Ele e eu tínhamos uma ligação que provavelmente desafiava qualquer explicação. Era assim. E teve origem nos filmes que fizemos juntos. A relação era muito semelhante à dos filmes. Fazíamo-nos passar um mau bocado, pregávamos partidas um ao outro, mas havia uma grande afecto que ninguém demonstrava particularmente.

E nem nos víamos regularmente. Por vezes, passavam-se temporadas sem nos vermos. Durante algum tempo, ambos vivemos perto um do outro no Connecticut.

Eu gostava dele porque partilhávamos valores fundamentais. Gostava dele por causa da sua celebridade, fosse o o que fosse a minha, tínhamos a mesma visão sobre isso: era perigosa, não era boa ideia abraçá-la em demasia pois podia tornar-se numa espada de Dâmocles; então, é preciso manter uma certa distância e lembrar sempre quem somos e de onde viemos.

A sua humildade e generosidade eram tremendas. Gostava dele porque aproveitou a vida ao máximo. Criou um vida própria que importava. Foi algo que me impressionou. Era um companhia para nos divertirmos. Ele era divertido. Podia brincar acerca dos seus defeitos. A capacidade de atenção dele não era grande coisa, e eu brincava com ele por isso. Chamava-lhe republicano, sabes? Divertimo-nos muito os dois.

Por que é que lhe chamava republicano?

Porque ele era tão democrata. Bricávamo sempre muito um com o outro, sempre com grande afecto. No final da sua vida, tínhamos um projecto planeado a partir do livro do Bill Bryson chamado "A Walk in the Woods". Trabalhámos durante cinco anos, para chegar a algum lado, e, infelizmente, as circunstâncias impediram-nos. Gostava muito do Paul e sinto que o desonraria se falasse muito dele, excepto para dizer que ele era um grande homem e que eu gostava muito dele.

Finalmente, o que é que agora gostaria de concretizar?

Queria apenas continuar a fazer mais filmes e ter um espaço para aproveitar a vida que tenho, e que adoro, e assegurar-me de que a Natureza faz parte dela.

Tradução de Pedro Sena e de Sofia Gomes

1 N.T: Os versos do quarto dos Quatro Quartetos de T.S. Eliot aqui evocados por Robert Redford são os seguintes: "We shall not cease from exploration/And the end of all our exploration/Will be to arrive where we started/And know the place for the first time". ("Não desistiremos de explorar/E o fim de toda a nossa exploração/Será chegarmos ao lugar de onde partimos/E conhecer o lugar pela primeira vez" (tradução de Gualter Cunha; Relógio D'Água, 2004)).

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