O Conselho de Ministros italiano aprovou nesta sexta feira a declaração de Estado de Emergência em todo o país, devido ao "persistente e excepcional afluxo de cidadãos estrangeiros não pertencentes à União Europeia". A proposta foi apresentada pelo ministro do Interior, Robert Maroni, que pertence à Liga Norte, o aliado de extrema-direita de Berlusconi.
O governo italiano decretou hoje o Estado de Emergência em todo o país, para fazer face ao que considera ser um "fluxo persistente e excepcional" de cidadãos estrangeiros em direcção a Itália.
A proposta foi apresentada em Conselho de Ministros pelo Ministro do Interior, Roberto Maroni, que faz parte da xenófoba Liga Norte, o aliado de extrema-direita de Berlusconi. Maroni também foi o responsável pela proposta de recenseamento da população cigana, incluindo as crianças, através da recolha de impressões digitais.
Esta semana o Senado italiano já tinha aprovado um decreto lei com medidas mais duras contra a imigração. Os suspeitos de serem imigrantes ilegais podem ser detidos até 18 meses sem julgamento (o anterior limite era de 60 dias), podem ser detidos durante quatro anos se forem considerados culpados e terão penas superiores às dos italianos para as práticas dos mesmos crimes.
Governos de vários países, a esquerda italiana e várias ONG de defesa dos direitos humanos, nacionais e internacionais, criticaram duramente a nova legislação para a imigração.
O Estado de Emergência para fazer face à imigração ilegal já tinha sido instaurado por Berlusconi, em 2002, em quatro regiões do sul de Itália. Com a decisão de hoje, o Estado de Emergência é alargado a todo o país.