Nas últimas semanas, os estudantes saarauís têm sido alvo de uma repressão brutal por parte das forças de segurança de Marrocos. A repressão sobre os estudantes estendeu-se depois às suas famílias e aos activistas dos direitos humanos.
Sultana Khaya, na foto, foi barbaramente torturada, desfigurada na face e perdeu uma vista, por ter organizado em Marraquexe uma marcha de solidariedade com os estudantes saarauís de Agadir, vítimas da repressão.
A Frente Polisário lançou um "verdadeiro SOS" à União Europeia e às suas instâncias, apelando a que condenem as "violações flagrantes e massivas dos direitos do homem" e a que intervenham junto do Estado de Marrocos, pressionando-o para que ponha fim aos "actos criminosos" e às "campanhas de violência racista e sistemática que têm como alvo os saarauís"
Nas últimas semanas os estudantes saarauís têm sido vítimas de uma feroz repressão em Agadir, Marraquexe, Casablanca e Rabat. São expulsos dos campus universitários pelas forças de segurança marroquina, dezenas estão presos, muitos deles foram torturados e vários feridos, alguns com gravidade.
A repressão sobre os estudantes estende-se depois às famílias, nos territórios ilegalmente ocupados por Marrocos, e aos activistas dos direitos humanos.
Ontem, Domingo 20 de Maio, foram presos três saarauís defensores dos direitos humanos em El-Ayoune. Hassana Douihi e Brahim Elansari, membro da Associação Saarauí das Vítimas das violações graves dos Direitos Humanos cometidos pelo Estado marroquino (ASVDH), estiveram presos durante oito horas, Ennaâma Asfari, vice-presidente do CORELSO (Comité para o respeito das liberdades e dos direitos humanos no Sahara Ocidental) continua preso. A ASVDH manifesta-se ainda preocupada com as ameaças feitas pela polícia marroquina contra outras pessoas detidas em El-Ayoune.
A Frente Polisário, em carta de 17 de Maio do representante para a Europa, pede à União Europeia que condene as graves violações dos direitos humanos e exija das autoridades marroquinas a anulação dos processos iniciados contra os saharauís e a libertação imediata de todos os presos de opinião, entre os quais os estudantes detidos.
A Frente Polisário termina o seu apelo afirmando:
"Marrocos ultrapassou os limites do intolerável para que a União Europeia continue surda aos apelos, aos gritos das mulheres e dos homens, cujo único "pecado" é serem saarauís e reivindicarem essa condição".
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