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A seleção dos refugiados já vai a caminho dos Jogos Olímpicos

A equipa de 29 atletas vai competir sob a bandeira olímpica e teve de adiar a chegada a Tóquio depois de ter sido detetado um caso de Covid. Entretanto, na aldeia olímpica foram descobertos três casos do novo coronavírus.
Equipa Olímpica dos Refugiados. Imagem do Comité Olímpico Internacional.
Equipa Olímpica dos Refugiados. Imagem do Comité Olímpico Internacional.

Começou em 2016 nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com o objetivo de sensibilizar para o drama dos milhares de deslocados em todo o mundo. Foi aí que, pela primeira vez, uma equipa de atletas refugiados entrou na competição.

Agora, nos Jogos de Tóquio, a segunda equipa tem 29 atletas, quase três vezes mais do que a primeira. Vão competir em 12 desportos e foram escolhidos de entre um grupo de 56 candidatos.

São originários de vários países como a Síria, a Eritreia, o Sudão do Sul, o Afeganistão ou o Irão de onde foram forçados a sair.

Na cerimónia de abertura, levando a bandeira olímpica, entrarão no estádio em segundo lugar depois dos gregos, no papel de fundadores das antigas olimpíadas. O Comité Olímpico Internacional considera a existência desta equipa “uma mensagem de esperança e de solidariedade”.

Este domingo começarão a chegar ao aeroporto de Narita. Depois de ter sido encontrado um caso na delegação, que tem estado a treinar no Qatar, a sua viagem tido sido adiada.

Mas, a cinco dias do início do evento, a pandemia chegou já à aldeia olímpica. Há três casos confirmados de Covid-19, dois desportistas e um outro membro de uma delegação, que a organização diz pertencerem todos “ao mesmo país e ao mesmo desporto”. As autoridades consideram ainda que o foco está controlado, uma vez que todos os contactos foram rastreados, sujeitos a testagem e isolados.

Antes deles, durante o processo de preparação da competição tinha sido encontrados 55 casos entre os 30.000 envolvidos direta ou indiretamente na organização. Entre eles o sul-coreano Ryu Seung-min membro do próprio Comité Olímpico Internacional. A organização garante que os Jogos Olímpicos são “seguros” e que esta população será “provavelmente a mais controlada do mundo neste momento.”

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