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Milhares de israelitas em protesto contra anexação da Cisjordânia

Em Telavive, a esquerda israelita e organizações não-governamentais manifestaram-se contra o plano de Trump/Netanyahu. Dizem que, na Palestina, "não se consegue respirar" desde 1948.
Manifestação contra a anexação da Cisjordânia em Telavive. Junho de 2020. Foto de ABIR SULTAN/EPA/Lusa.
Manifestação contra a anexação da Cisjordânia em Telavive. Junho de 2020. Foto de ABIR SULTAN/EPA/Lusa.

Benny Gantz e Benjamin Netanyahu encenaram, durante meses de impasse eleitoral, a peça de que havia duas alternativas políticas absolutamente diferentes mas numa coisa estão de acordo agora que partilham o governo: à margem de qualquer legislação internacional, Israel deve anexar a Cisjordânia.

Este sábado, milhares de israelitas mostraram que nem todos no país pensam da mesma maneira. Partidos de esquerda e organizações não-governamentais do país manifestaram-se em Telavive contra o plano governamental de anexar várias das zonas da Cisjordânia ocupada. Na sexta-feira passada, tinha sido a vez dos palestinianos desta região terem saído à rua contra a colonização e a anexação.

Em tempos de campanha eleitoral e acossado pelas acusações de corrupção, Netanyahu tinha avançado várias vezes com a ideia. Houve quem desvalorizasse a intenção pensando que seria apenas uma jogada eleitoral para ganhar os mais extremistas. Mas o “plano de paz” de Trump para a região veio validar este caminho. Agora, o novo governo de coligação anunciou que a estratégia para a implementação do plano de Trump será apresentada a um de julho. E dela constará a anexação de partes significativas da Cisjordânia.

Nesta zona vivem 2,7 milhões de palestinianos. A política agressiva de colonização de Israel fez com que mais de 450 mil israelitas tivessem passado a ocupar parte do território em colonatos declarados ilegais à luz do direito internacional.

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