Apenas um candidato a bastonário dos médicos defende despenalização da eutanásia

10 de January 2023 - 14:12

Bruno Maia assumiu a sua posição enquanto ativista pelo direito à morte assistida e afirmou não compreender por que razão a Ordem dos Médicos “tem uma posição tão vincadamente contra sem ter consultado a opinião dos próprios médicos”. Eleição para bastonário começa esta terça-feira.

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Foto Esquerda.net.

Durante o debate promovido pelo Jornal de Notícias, que juntou os seis candidatos a bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Bruno Maia defendeu que os “doentes devem ter direito à autonomia na fase mais difícil da sua vida”, em respeito pelos critérios que a legislação em discussão baliza.

O candidato não compreende por que razão a Ordem dos Médicos “tem uma posição tão vincadamente contra [a morte assistida] sem ter consultado a opinião dos próprios médicos. E lembrou que a OM teve “uma posição semelhante no que respeita à interrupção voluntária da gravidez em 2007”. Nessa altura, a população portuguesa pronunciou-se a favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, e a Ordem viu-se obrigada a alterar o seu código deontológico.

No que respeita à despenalização da morte assistida, o médico considera que vai acontecer exatamente o mesmo.

O neurologista tem afirmado que, se for eleito, irá promover "uma Ordem próxima dos utentes e aberta à sociedade, que rompa com o conservadorismo e o elitismo".

Entre 10 e 19 de janeiro, decorrem as votações para eleger o novo bastonário da Ordem dos Médicos. São seis os candidatos a disputar o cargo ocupado atualmente por Miguel Guimarães: Bruno Maia, Rui Nunes, Alexandre Valentim Lourenço, Carlos Cortes, Fausto Pinto e Jaime Branco.

No dia da abertura das urnas, o candidato Bruno Maia publicou um agradecimento público a vários profissionais da medicina que o têm acompanhado ao longo desta campanha.

 

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