Utentes vão pagar ainda mais por menos serviços, objetivo é o fim do passe social

O estudo encomendado pelo governo sobre a ‘Simplificação Tarifária e Reformulação da Rede de Transportes da Área Metropolitana de Lisboa’ prevê, a par da redução de serviços, o fim dos passes respeitantes a um só transporte, o que poderá levar a um acréscimo da despesa mensal de 41%. O objetivo do Governo é o fim do passe social.

21 de dezembro 2011 - 15:43
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O passe social, apesar de não ser sequer nomeado no PET ou no documento sobre “simplificação tarifária”, já foi pré-anunciado como sendo o alvo principal do ataque da orientação do Governo em termos de política tarifária, referindo que se pretende com a “reestruturação”, a “adequação dos tarifários ao custo efetivo do serviço prestado”.

Segundo a proposta de “simplificação tarifária”, será criado um passe Cidade e um bilhete Cidade e uma tarifa plana, que permita usar a Carris e Metro pagando o mesmo. Entretanto, já foi anunciada a extinção dos benefícios de redução dos passes sociais para “estudantes e reformados”, que equivalia a 50% do preço de custo.

Nos serviços da CP, é proposta a criação de "tarifas por zona, independentemente da linha ou percurso". Ao todo, o grupo de trabalho prevê a eliminação de 114 passes combinados da CP, Carris, Metro, Rodoviária de Lisboa, Transtejo, TST e Vimeca.

O Movimento de Utentes de Defesa dos Serviços Públicos de Alcochete afirmou que a eliminação dos 114 títulos de transporte na Área Metropolitana de Lisboa fará subir os preços dos bilhetes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o movimento sublinhou que “a simplificação tarifária nos transportes públicos proposta pelo grupo de trabalho que estuda a reestruturação do sector vai levar a que muitos utentes passem a pagar mais entre 10% e 25% pelos transportes face ao que pagam hoje".

Para o Movimento de Utentes de Defesa dos Serviços Públicos de Alcochete, o que o grupo de trabalho pretende é “eliminar a duplicação da oferta entre autocarros e metros, acabar com a oferta de transportes públicos em zonas onde existam operadores privados e reduzir custos nem que seja à força".

No que respeita aos utentes que utilizam o passe ‘Metro 30 dias’, que implica uma despesa mensal de 23,90 €, a aquisição do passe combinado Metro/Carris representaria uma despesa de 33,85 €. A diferença é de 9,95€, o equivalente a um acréscimo de 41%.

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