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Trabalho por turnos: Vidas em contraluz

O Bloco apresenta esta quinta-feira no Parlamento um Projeto de Lei com alterações ao regime jurídico-laboral e alargamento da proteção social do trabalho noturno e por turnos que está em crescimento em Portugal, abrangendo já cerca de 10 por cento da força de trabalho. Dossier organizado por Pedro Ferreira.

Neste dossier, o deputado do Bloco, José Soeiro escreve sobre os direitos dos trabalhadores, a psicóloga e docente da Universidade do Minho, Isabel Soares da Silva analisa o impacto na vida familiar e na saúde do trabalho por turnos, enquanto José Casimiro, da Coordenadora Nacional do Trabalho do Bloco de Esquerda escreve sobre a disputa por novos mercados que é geradora de uma brutal competição. Vítor Franco sublinha a importância de legislação que proteja os direitos dos trabalhadores e Raul Matos critica o aumento da idade da reforma e fala dos graves problemas de saúde que o afetam. Filipe.M.Santos refere os malefícios do trabalho nas minas e Roberto Tavares denuncia o cansaço permanente que acompanha os trabalhadores da distribuição dos CTT. Publicamos ainda depoimentos de trabalhadores de vários setores que nos falam dos problemas causados pelos horários a que estão sujeitos nas empresas onde desempenham as suas funções.

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Resto dossier

Trabalho por turnos: Vidas em contraluz

Dossier organizado por Pedro Ferreira.

Responder aos trabalhadores por turnos: reconhecimento e novos direitos

Dois em cada 10 trabalhadores em Portugal trabalham por turnos e a tendência é que sejam cada vez mais. Por José Soeiro.

Isabel Soares da Silva. Foto do site da Universidade do Minho

Trabalho por turnos (*)

A concepção típica de trabalho por turnos envolve a sucessão de equipas de trabalho de modo a estender o período de laboração, incluindo o seu prolongamento até às 24 horas diárias. Por Isabel Soares da Silva.

O Bloco com a sua iniciativa legislativa pretende pôr fim à proliferação da anarquia na organização do trabalho por turnos. Foto do site trabalhando.pt

Vidas condicionadas

O trabalho por turnos e noturno tem vindo a aumentar e está cada vez mais presente nas organizações laborais. A disputa dos mercados e por novos mercados e a concorrência económica estão a gerar uma brutal competição e disputa mundial. Por José Casimiro.

O cansaço, o stress e o isolamento são alguns dos problemas relacionados com o trabalho por turnos. Foto Anadem

“Vivemos ao contrário dos outros”

Depoimentos de trabalhadores de vários setores que fazem trabalho noturno ou por turnos e que falam dos seus problemas familiares, de saúde e do isolamento social a que ficam sujeitos devido aos horários de laboração.

 

 

O recurso a horários de trabalho organizados em turnos é uma forma cada vez mais utilizada pelas empresas para suprir as suas necessidades produtivas. Foto Pressar

Trabalho por turnos: E agora?

Quando se abordam temas relativos à prestação de trabalho em condições de desgaste rápido, é comum indicar a profissão de mineiro como a mais representativa profissão de desgaste rápido, e isto porque, desde há séculos, que esta é associada a uma taxa de morbilidade e mortalidade muito elevada. Por Filipe.M. Santos.

Os trabalhadores de tratamento e distribuição dos CTT queixam-se de não ter tempo para ver os filhos

“O cansaço é um companhia permanente dos trabalhadores”

Salvo algumas exceções (saúde, telecomunicações, vigilância, etc.) o trabalho por turnos acontece porque o trabalhador é mais barato do que a máquina que ele vai operar. Por Roberto Tavares.

Cada vez mais pessoas laboram em regime noturno, por turnos ou até em folgas rotativas

Um dever social indelével

A apresentação potestativa (1) pelo Bloco do seu Projeto de Lei sobre trabalho noturno e por turnos sinaliza a clara escolha de um lado: o Bloco é um partido das e dos trabalhadores. Por Vítor Franco.

"Existem profissões de risco em que o desgaste físico e psicológico passa despercebido a quem dita uma lei em que a idade da reforma é aos 67 anos"

“Enquanto os meus filhos cresciam, eu trabalhava ou dormia”

Num momento em que a idade da reforma aumentou consideravelmente é preciso denunciar casos que passam invisíveis à sensibilidade política e humana. Por Raul Matos.