Tibetanos manifestam-se contra a China

14 de março 2008 - 0:00
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O pretexto da vaga de manifestações desta semana é o aniversário dum levantamento esmagado pelas tropas chinesas, mas a aproximação dos Jogos Olímpicos de Pequim é a principal aposta do movimento de resistência tibetano para chamar a atenção do mundo para a situação no território. A polícia chinesa usou gás lacrimogéneo para dispersar a manifestação promovida pelos monges e prendeu 60 manifestantes, segundo a Rádio Ásia Livre.



Do lado do regime chinês, as autoridades reafirmam a vontade de continuar a reprimir as actividades "separatistas" no seu território, sublinhando que nenhum país do mundo reconhece a independência do Tibete. O protesto estendeu-se à India, onde funciona o "governo tibetano no exílio". Uma centena de manifestantes queria dirigir-se à fronteira com a China a pé, mas foram detidos pela polícia antes de chegarem ao seu destino, optando por fazer uma greve da fome durante 24 horas em protesto contra a acção do governo indiano de impedir uma marcha não-violenta, "apoiada nos princípios de Gandhi que a Índia usou para conseguir a sua própria independencia", lamentou Tzewang Rigzin, um dos organizadores da marcha interrompida.



Mas os cerca de 100 mil tibetanos na India não vão ficar por aqui. A comunidade prepara os Jogos Olímpicos tibetanos, a ter lugar em Dharamsala, e os marchantes prometem continuar o seu caminho logo que sejam libertados.

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