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Rosa Luxemburgo: uma vida revolucionária

Rory Castle apresenta-nos a vida de Rosa Luxemburgo. E conclui que "as suas ideias e por vezes a mera menção do seu nome continuam a provocar, inspirar e desafiar 'como o estalar de um trovão'."
Foto de Nick Normal/Flickr

Rozalia Luxenburg nasceu a 5 de março de 1871, na pequena cidade polaca de Zamość, que era então parte do Império Russo. Róża, ou Rosa, era a mais nova de cinco crianças e os Luxenburg eram parte de vasta comunidade judaica de Zamość.

Os pais de Rosa, Edward e Lina, estavam entre a secção mais abastada da população e eram ambos altamente educados. O pai de Rosa era um mercador e tinha estudado em Varsóvia e em Berlim, enquanto que a sua mãe falava pelo menos três línguas (Yiddish, polaco e alemão) e descendia de uma proeminente família rabínica.

Os Luxenburg falavam polaco em casa e eram fortemente influenciados pelo haskala, ou Iluminismo judaico. Consideravam-se “polacos de fé Mosaica” e criaram as suas crianças como patriotas polacos. Contudo, a família continuava firmemente como parte da comunidade judaica e desempenhava um papel activo nela.

Quando Rosa tinha dois anos, a sua família mudou-se para Varsóvia, o agitado centro da vida polaca (e polaco-judaica).Ela foi criada numa família unidade e acolhedora com a qual manteve relações próximas ao longo da sua vida, especialmente com os seus irmãos: Anna (uma professora), Mikołaj (um homem de negócios que emigrou para Inglaterra), Maxymilian (um homem de negócios) e Józef (um médico).

Apesar de uma doença na anca que a deixou com um coxear permanente, Rosa teve uma infância feliz rodeada pela família, amigos e vizinhos. Contudo, era profundamente afetada pelas injustiças diárias e desigualdades do Império Russo sob o Tzar Alexandre III. A Rússia Tzarista era um estado autocrático que tinha suprimidos as liberdades políticas, intelectuais, culturais e nacionais. Depois do levantamento nacional falhado de 1863 (no qual participou o pai de Rosa), foi imposta uma política vigorosa de “russificação”, suprimindo a sua língua, cultura e autonomia.

Ao mesmo tempo, as políticas anti-semíticas existentes foram alargadas. Em 1881, Varsóvia era o centro de um violento progrom que abalou a população judaica da cidade. Enquanto polaca, judia e mulher no Império Russo, Rosa sentia profundamente as restrições, limitações e preconceitos que a rodeavam. Tal como muitos polacos da sua classe e geração, Rosa envolveu-se nos círculos anti-Tzaristas enquanto estudante.

Revolucionária romântica, escreveu uma vez numa carta para um amigo que a sua sociedade perfeita era uma que “permitia amar toda a gente com uma consciência clara. Lutando por ela, defendendo-a, talvez aprenda até a odiar.” Perto da mesma altura, escreveu um poema zangado no qual concluía: “Quero que todo o sofrimento / todas as lágrimas escondidas, amargas / pesem nas consciências dos opulentos / [e] que lhes faça pagar por tudo numa vingança terrível.”

Desde tenra idade, a compaixão de Rosa pelos pobres e explorados estava acompanhada por uma aversão profunda pelos ricos e poderosos. Ambos permaneceram ao longo da sua vida. Depois de ter acabado a escola, Rosa aderiu a um grupo socialista revolucionário em Varsóvia que foi rapidamente reprimido pelas autoridades. No início de 1889, seguiu o rastro familiar dos revolucionários polacos e deixou a sua pátria para se exilar na Suíça, onde se juntou ao seu irmão mais velho Józef na Universidade de Zurique.

Zurique-Paris-Berlim

Na Suíça, Rosa estudou, trabalhou e viveu junto com os seus companheiros emigrados da Europa de leste. Rapidamente depois da sua chegada, começou um relacionamento político e romântico com Leo Jogiches, um revolucionário judeu rico da Lituânia.

Foi nessa altura que adotou uma forma de escrever o seu nome – Rosa Luxemburgo. Ela e Jogiches trabalharam em colaboração estreita para o resto das suas vidas e co-fundaram um novo partido político, a Social Democracia da Reino da Polónia (SDKP) em 1893.

O SDKP era um grupo marxista internacionalista que se opunha a todas as tentativas de recuperação da independência polaca das três potências ocupantes que tinham partilhado a Polónia no final do século XVIII – Áustria, Alemanha e Rússia. Em vez disso, o SDKP procurava solidariedade da classe trabalhadora internacional e via o futuro da Polónia como parte de um estado socialista europeu multi-nacional.

Rosa Luxemburgo representou o seu partido nos congressos da Internacional Socialista, o corpo que unia os vários partidos socialistas do mundo e editava o jornal na Suíça e em Paris. Em 1897, foi-lhe atribuído o doutoramento por uma tese sobre o desenvolvimento industrial da Polónia, na qual apresentava o argumento de que a Polónia tinha sido incorporada economicamente pelos três impérios ocupantes, tornando a luta pela independência anti-histórica e condenada ao falhanço. No ano seguinte, conseguiu um casamento de conveniência com um emigrado alemão para obter um passaporte alemão e mudou-se imediatamente para Berlim.

Socialismo, revolução e greve de massas

Lançando-se no movimento de trabalhadores alemão (na altura o mais forte do mundo), Luxemburgo rapidamente se tornou conhecida como uma oponente radical e determinada das tentativas de “rever” o marxismo de socialistas como Eduard Bernstein. Permaneceu empenhada no objetivo de uma revolução socialista e via os “reformistas” e “revisionistas” como enganados nos melhores casos ou traidores do movimento socialista nos piores.

Ao escrever a Leo Jogiches, Luxemburgo explicava que queria “afetar as pessoas como o estalar de um trovão [...] não pela oratória mas pelo fôlego da minha visão, a força da minha convição e o poder da minha expressão.

Coligindo as suas ideias, Luxemburgo produziu uma série de artigos que foram mais tarde publicados como Reforma Social ou Revolução?

Nos anos seguintes, Luxemburgo tornou-se numa figura de proa da esquerda do Partido Social-Democrata Alemão (SPD) e desenvolveu amizades próximas com líderes partidários incluindo Karl Kautsky, August Bebel e Clara Zetkin.

Ao mesmo tempo, permanecia a teórica principal do partido polaco o qual, no seguimento de uma fusão com o seu comparte lituano na viragem do século se tornou o SDKPiL.

Em 1905, uma revolução varreu o Império Russo, incluindo o Polónia natal de Luxemburgo. Para ela, era a realização de um sonho nutrido desde a juventude. Durante a maior parte desse ano, Luxemburgo agiu enquanto vulgarizadora e proponente da revolução na imprensa socialista alemã e apelou aos trabalhadores alemães para adotarem “métodos russos” – incluindo a greve de massas tal como esboçou em A greve de Massas, o Partido e os Sindicatos (1906).

No final de 1905, quando a revolução ainda estava agitava a Rússia e a Polónia, Luxemburgo regressou à sua Varsóvia natal e participou durante três meses na revolução junto com os seus velhos camaradas, incluindo Leo Jogiches, ao mesmo tempo que passou tempo com a família. Luxemburgo e Jogiches foram presos pela polícia tzarista e presos na infame Cidadela de Varsóvia. Como resultado do seu estatuto célebre na Alemanha, Luxemburgo foi libertada após alguns meses e foi-lhe permitido regressar a Berlim, enquanto Jogiches foi sentenciado ao exílio siberiano.

Professora, jornalista e ativista

Desde 1906 e até 1914, Rosa Luxemburgo viveu e trabalhou em Berlim, onde ensinava na escola do partido do SPD, escreveu para a imprensa socialista e produziu um conjunto de estudos marxistas importantes. Continuou a ser uma figura cimeira da esquerda do SPD, enquanto ao mesmo tempo permanecia profundamente envolvida nos assuntos polacos.

Em 1913, escreveu aquele que é provavelmente o seu trabalho mais importante, A Acumulação do Capital: Uma Contribuição para uma Explicação Económica do Imperialismo, um estudo que nasceu de um problema encontrado no segundo volume do Capital de Kal Marx. Luxemburgo argumentava que o capitalismo estava constrangido a expandir-se para territórios não-capitalistas para sobreviver e uma vez esses territórios estivessem exaurido s (ou melhor, antes desse momento), o capitalismo mergulharia numa crise e entraria em colapso. Em resposta às críticas ao seu trabalho, Luxemburgo subsequentemente publicou uma Anti-Crítica em 1915.

Durante estes anos, Luxemburgo estava crescentemente preocupada com o imperialismo e a ameaça de uma guerra mundial, predizendo uma crise global que apenas ofereceria duas vias: conduzindo ou ao socialismo ou à barbárie.

Ela estava entre os autores da “resolução de Estugarda” no Congresso da Internacional Socialista ocorrido nessa cidade em 1907, na qual os líderes socialistas europeus prometiam fazer campanha contra a guerra e apressar a queda do capitalismo e da autocracia.

Em 1913, Luxemburgo proferiu um discurso poderoso apelando aos trabalhadores alemães para recusarem disparar sobre os seus irmãos franceses ou britânicos na eventualidade de uma guerra. Por isto, foi julgada e sentenciada a um ano de prisão. A sua conduta durante o julgamento tornou-a uma heroína da esquerda alemã: quando foi classificada sendo uma suspeita que apresentaria elevado risco de fuga pelo procurador respondeu desafiantemente: “Senhor, acredito em si, acho que você fugiria: um social-democrata não foge. Responde pelos seu feitos e ri-se dos seus julgamentos. Agora condene-me.”

A Primeira Guerra Mundial

Ao eclodir da guerra no verão de 1914, o SPD alemão – como os seus pares na França, Grã-Bretanha e por todo o lado – decidiu apoiar o seu governo nacional e o esforço de guerra. Para a minoria dos socialistas que mantiveram a posição pré-guerra e se opuseram à guerra foram tempos solitários e desanimadores.

Rosa Luxemburgo considerou fugazmente o suicídio em protesto contra a posição do seu partido mas ao invés rapidamente começou a formar o pequeno Grupo Internacional contra a guerra (que mais evoluiu para se tornar a Liga Espartaquista) que se reunia no seu apartamento de Berlim e tentava lançar panfletos e mensagens aos seus simpatizantes. Ela envolveu-se nestas atividades anti-guerra com os seus camaradas pré-guerra como Clara Zetkin, Franz Mehring e Leo Jogiches, assim como com o parlamentar socialista radical Karl Liebknecht e todos os que então sofriam de isolamento, perseguição e prisão como resultado disso.

De fevereiro de 1915 a fevereiro de 1916 e outra vez de julho de 1916 até ao final da guerra, Luxemburgo esteve presa. A partir da sua cela, seguia as notícias, escrevia cartas a amigos e camaradas e produziu várias obras, incluindo o Panfleto de Junius contra a guerra (1915) no qual proclamava “a guerra é assassinato metódico, organizado, gigante.”

Ainda na prisão no início de 1917, Luxemburgo congratulou-se com a Revolução de Fevereiro na Rússia e ofereceu apoio crítico aos bolcheviques na sequência da sua tomada de poder em outubro. Em agosto de 1918 completou A Revolução Russa, uma crítica dos bolcheviques que desafiava as suas políticas sobre propriedade das terras e nacionalidades, o tratado de paz de Brest-Litovsk e a supressão da democracia de Lenine e de Trotsky e dos seus oponentes. Neste trabalho (o qual só foi publicado em 1922), Luxemburgo escreveu a sua frase mais famosa: “a liberdade apenas para os apoiantes do governo, apenas para os membros de um partido – por muito numeroso que seja – não é de todo liberdade. A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para quem pense de forma diferente” e escreveu profeticamente “sem eleições gerais, sem liberdade de imprensa e de reunião sem restrições, sem a luta livre das opiniões a vida morre em qualquer instituição pública, torna-se uma mera aparência de vida, na qual apenas a burocracia permanece como elemento ativo. A vida pública gradualmente adormece, uma pequena dúzia de líderes partidários de energia incansável e experiência sem limites dirige e governa [...] uma ditadura, claro, não uma ditadura do proletariado, contudo, mas apenas uma ditadura de uma mão-cheia de políticos.”

A Revolução Alemã

Em novembro de 1918, o esforço de guerra alemão colapsou e uma revolução varreu o país, derrubando o Kaiser Guilherme II e levando à proclamação da República. Rosa Luxemburgo foi libertada da prisão, tal como todos os presos políticos e regressou a Berlim imediatamente para começar a trabalhar.

Durante o outono de 1918, ela e Karl Liebknecht dirigiram a pequena Liga Espartaquista enquanto fação radical dentro do Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD) que tinha cindido do SPD em 1917.

O poder governamental era gerido pelos Sociais Democratas e sob a liderança de Friedrich Ebert (um antigo pupilo de Luxemburgo) foi assinado o armistício, acabando com a guerra depois de quatro longos anos de banhos de sangue. O governo de Ebert tinha o apoio da maioria dos alemães, tal como o do exército, marinha e da maioria dos conselhos de trabalhadores e de soldados que se tinham formado por todo o país.

Inicialmente, Ebert tinha também o apoio do USDP, apenas a Liga Espartaquista se opunha ao governo a partir da esquerda. Luxemburgo e os seus camaradas apelavam ao aprofundamento e alargamento da revolução, defendendo a nacionalização, o armamento dos trabalhadores, a destituição de funcionários públicos e líderes militares pré-revolucionários e o apoio da Rússia Bolchevique.

Na passagem de ano de 1918, a Liga Espartaquista finalmente cindiu do USPD e formou um novo partido, o Partido Comunista da Alemanha (KPD), sobre a liderança de Luxemburgo e Liebknecht. Menos de uma semana mais tarde, irromperam em Berlim combates armados. De um lado estava o governo de Ebert e divisões especiais de soldados leais a ele (conhecidas como freikorps) e do outro estavam manifestantes armados simpatizantes de vários grupos de esquerda incluindo o USPD, os delegados sindicais revolucionários e o KPD.

Depois de vários dias de combates pesados, a “Rebelião Espartaquista” – tal como foi rotulada pelo governo e pela imprensa – foi esmagada. Em 15 de Janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram presos e interrogados por forças governamentais antes de serem assassinados brutalmente. O corpo de Luxemburgo foi deitado a um canal, apenas sendo recuperado seis meses depois. As suas últimas palavras, escritas na noite antes do seu assassinato foram: “a ordem reina em Berlim! Lacaios estúpidos! A vossa “ordem” está construída em areia. A revolução vai levantar-se outra vez e para vosso terror proclamará ao som de trumpetas: Eu fui, eu sou, eu serei.”

O aniversário do seu assassinato tornou-se uma manifestação massiva anual da esquerda que continua até hoje.

Legado

Rosa Luxemburgo foi a mais importante teórica quer do movimento comunista alemão quer do polaco, apesar da perversão e da distorção das suas ideias por comunistas depois da sua morte, especialmente durante o reinado de Estaline.

E contudo ela foi muito mais do que isto. Ela era uma botânica dedicada, uma amante da literatura e cultura (traduziu a autobiografia de Vladimir Korolenko na sua cela de prisão) e uma carinhosa irmã, tia, amiga e amante.

A vida o pensamento de Luxemburgo inspiraram uma grande variedade de indivíduos, grupos e movimentos ao longo do século vinte e as suas ideias sobre o socialismo e o capitalismo democracia e ditadura, guerra e paz, nacionalismo, imperialismo e direitos das mulheres continua a ser relevante e estimulante no século 21.

As ideias de Luxemburgo sobreviveram à experiência soviética na Rússia e na Europa de Leste e continua a ser reverenciada e insultada na Alemanha muito depois da queda do muro de Berlim. Os seus escritos, teorias e ideias são estudadas e discutidas em todos os continentes.

Na altura em que escrevo isto, o terceiro volume das Obras Completas em inglês está a ser preparado para publicação e há plano em Beijing para uma inovadora versão chinesa.

As ideias de Rosa Luxemburgo – e por vezes a mera menção do seu nome – continuam a provocar, inspirar e desafiar “como o estalar de um trovão”. Isto é seguramente o que ela teria desejado.

 

Rory Castle doutorou-se na Universidade de Swansea com uma tese sobre a vida de Rosa Luxemburgo. Texto publicado originalmente em Rosa Remix, uma edição da Fundação Rosa Luxemburgo, Nova Iorque, 2016. O livro completo pode ser lido aqui.

Tradução de Carlos Carujo

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