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Islândia: exemplo de resistência

O capitalismo viking e a corrupção levaram a Islândia à bancarrota na crise económica em 2008. O governo conservador que nacionalizou os bancos e negociou o regaste financeiro com o FMI acabou por cair com a pressão do povo na rua. Alguns banqueiros foram presos. O novo governo social-democrata tenta em vão aprovar o pagamento de 5 mil milhões de euros de dívida externa da banca com um acordo rejeitado já duas vezes pela população islandesa.
Foto LUSA/EPA/S Olafs.

Neste dossier, Claudi Pérez relata a ascensão e queda da economia islandesa em A Islândia põe os seus banqueiros na prisão e entrevista o Presidente da Islândia. A Islândia é exemplo de resistência mas outros casos podem ser evocados, como o Winsconsin - José A. Pérez diz-nos que Outra rebelião é possível.

Jean Tosti escreve sobre como a Islândia reinventa a democracia e analisa a odiosa chantagem que os islandeses têm enfrentado desde que se recusaram a pagar as dívidas dos bancos.

O Nobel da Economia Paul Krugman analisa a resposta da Islândia à crise em As terras do gelo e da ira e Islândia-Irlanda, novamente. Por fim, lembrar que a população voltou a dizer "não" ao pagamento da dívida da banca

 


Dossier organizado por Luís Leiria e Sofia Roque.

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Islândia: exemplo de resistência

O capitalismo viking e a corrupção levaram a Islândia à bancarrota. O governo conservador que nacionalizou os bancos e negociou o regaste financeiro com o FMI acabou por cair com a pressão do povo na rua. Alguns banqueiros foram presos. O novo governo social-democrata tenta em vão aprovar o pagamento de 5 mil milhões de euros de dívida externa da banca com um acordo rejeitado já duas vezes pela população islandesa.

A Islândia nos limites da democracia

O que se passa na Islândia é a resistência popular a levar ao limite as possibilidades que lhe são institucionalmente atribuídas. E é, nesse sentido, uma exposição crua dos limites à soberania popular da presente configuração da ordem económica.

O povo que insiste em dizer “Não!”

Os islandeses voltaram a dizer “Não!”: “não assumimos a responsabilidade dos erros cometidos por um banco”. Se quisermos fazer uma equivalência directa ao que se passa actualmente em Portugal, o que os islandeses fizeram foi recusar salvar o seu BPN pelos erros que cometeu.

A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

“A primeira vítima da crise financeira constitui-se como uma valente tentativa de pedir responsabilidades”. Claudi Pérez (El País) conta neste artigo a história da ascensão e da queda da economia islandesa.

Islândia, Winsconsin: Outra rebelião é possível

Os meios de comunicação ao serviço das plutocracias europeias estão a silenciar os movimentos de rebelião contra os poderes financeiros que estão a insurgir-se no seio das sociedades do Norte: na Islândia e no Wisconsin. Por José Antonio Pérez/ATTAC Madrid.

As terras do gelo e da ira

Enquanto o FMI está a exigir que a Irlanda corte no salário mínimo e reduza os benefícios ao desemprego, a sua missão para a Islândia elogia o “enfoque em preservar o modelo de assistência social nórdico valorizado pela Islândia.” Por Paul Krugman.

“As pessoas não devem ter de pagar pelas loucuras dos bancos”

“A Europa não enfrenta só uma crise económica: esta é uma crise política. Os Governos não podem continuar a arrastar-se atrás dos mercados”. Entrevista a Ólafur Ragnar Grímsson, Presidente da Islândia. Por Claudi Pérez/El País.

Islândia-Irlanda, novamente

Foram publicados dois artigos no Irish Times comparando a Islândia com a Irlanda e concluindo que a Islândia não se saiu melhor. Eu daria quatro contra-argumentos. Por Paul Krugman.

Quando a Islândia reinventa a democracia

Desde 27 Novembro a Islândia dispõe de uma Assembleia Constituinte composta por 25 cidadãos, eleitos pelos seus pares. Objectivo: reescrever a Constituição de 1944. Por Jean Tosti/CADTM.

Islândia: a odiosa chantagem

Que o acordo proposto aos islandeses seja mais favorável que o precedente é inegável. Mas a verdadeira questão não está aí: mesmo com condições de reembolso aligeiradas, uma dívida ilegítima permanece ilegítima e não deve ser paga. Por Jean Tosti/CADTM.

Islândia: população volta a dizer "não" ao pagamento da dívida da banca

Os islandeses votaram, novamente, em referendo que o Estado não deve pagar a dívida de cerca de quatro mil milhões de euros à Holanda e ao Reino Unido. De acordo com os resultados anunciados, o "não" ganhou com quase 60 por cento.