Grande adesão à greve geral paralisa recolha do lixo

Em grande parte dos municípios, a adesão dos trabalhadores paralisou completamente a recolha do lixo. O sindicato dos trabalhadores da administração local (STAL) denuncia as medidas de coação em Oeiras, com intervenção do Serviço de Intervenção Rápida da PSP, e em Sintra, onde foi contratada uma empresa privada para substituir os grevistas.

30 de novembro 2011 - 18:37
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O STAL já noticiou paralisação a 100% em muitos municípios (28 já contabilizados às 2 horas da manhã). Em Oeiras, a totalidade dos trabalhadores aderiu à greve, mas o vice-presidente da Câmara alegou serviços mínimos, que não existem, e com a intervenção do Serviço de Intervenção Rápida (SIR) da PSP, com metralhadoras e ameaçando com violência física, obrigou à saída de três viaturas, pelas traseiras dos estaleiros. O STAL repugnou veementemente a atitude intimidatória da Câmara Municipal de Oeiras

Em Sintra, o sindicato denuncia que a administração da HPEM, empresa municipal responsável pela recolha de resíduos sólidos, contratou uma empresa privada para recolher lixo em diversos pontos do concelho.

Em comunicado, o STAL refere que “ativistas do piquete de greve intervieram junto dos camiões prevaricadores”, condena a atitude ilegal da empresa e exige a tomada de medidas por parte da autarquia, anunciando que “irá acionar os mecanismos legais para que os responsáveis por esta violação da lei da greve sejam punidos”.

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