Depois de mais de três horas de negociação, representantes dos cinco sindicatos representativos dos pessoal de terra da TAP e a administração da empresa chegaram a um acordo que pôs fim à greve às 19h30 de sexta-feira. "Este acordo é muito positivo porque deu-nos a garantia, que para nós é muito importante, da manutenção dos postos de trabalho", afirmou André Teives, do Sindicato dos Trabalhadores do Handling (STHA). Leia aqui o comunicado dos sindicatos que reproduz o acordo.
Um dos principais motivos da greve era justamente a intenção do governo, denunciada pelos sindicatos, de vender a Groundforce "às fatias, pondo clara e inequivocamente em risco os postos de trabalho."
Os sindicatos conseguiram também ter o compromisso da transportadora de que a manutenção de aviões na TAP Brasil só deverá acontecer "em casos muito específicos".
No acordo assinado, a TAP e a Groundforce (SPDH) comprometem-se a verificar, junto com os sindicatos, todas as situações de incumprimento do Acordo de Empresa. As empresas também se comprometem a encetar negociações salariais até o final de Setembro, o que vinham recusando até agora.
Segundo os sindicatos, a greve, convocada para dois dias, estava a ter uma elevada adesão, de 100% em Lisboa e de 70% no Porto, provocando atrasos nas saídas dos voos de até duas horas e "caos" no sector de bagagens.