A Microsoft tem uma subsidiária na Irlanda que apresentou um lucro de 260 mil milhões de euros no ano de 2020. Sabe que imposto foi pago sobre este lucro anual gigantesco, quase equivalente a toda a dívida pública portuguesa? Nada, nem um cêntimo.
Se na primeira convenção do MEL existiu a tentativa de separar a direita da extrema-direita, a edição deste ano mostra como o caldo cultural onde bebem é o mesmo: renderam-se ao extremismo.
É mais simples atribuir as culpas a um rocket qualquer do que reconhecer a conivência com o genocídio em curso. Israel quer tornar impossível a existência da Palestina e o mundo lava as mãos como Pilatos.
É do coração do capitalismo que surge a notícia que tira o tapete ao dogmatismo ideológico. Que desta vez fale mais alto a defesa da vida do que a defesa do lucro.
Enquanto alguns procuram o ódio e a divisão, eu prefiro dedicar este texto ao que nos une, a uma das maiores realizações que alcançamos enquanto país: o Serviço Nacional de Saúde.
45 anos depois da bomba espalhar a morte no Marão, a extrema-direita é a erva daninha que ameaça infestar o país com as suas ideias reacionárias, o revivalismo colonial, o saudosismo do Estado Novo, a violência racista e xenófoba.