Pedro Filipe Soares

Pedro Filipe Soares

Matemático. Dirigente do Bloco de Esquerda

Longe vão os dias em que deputadas e deputados do PS se dirigiam ao Tribunal Constitucional para contestar cortes nos salários e nas pensões, agora levantam a Constituição para reduzir apoios sociais. Não esperava tal traição à “geringonça”.

O crime de violação é o oitavo com mais participações no nosso país entre os crimes associados à criminalidade violenta e grave. Quem está no terreno diz que os números ficam muito aquém da crueldade realmente existente.

Será que António Costa ouvirá o apelo de António Guterres ou da OMS? As vidas humanas valem mais do que o lucro das farmacêuticas.

Na noite de 4 de março de 2001 eu perdi um tio que era um segundo pai. Saiu e não voltou, o corpo não apareceu. Da freguesia da Raiva, de onde somos, foram 34 das 59 vítimas.

Respeitar o enorme esforço dos profissionais de saúde é preparar e organizar em vez de correr permanentemente atrás do prejuízo. Sobre o futuro próximo, o Governo continua a navegar à vista.

As frases de 2011, que eram discriminatórias e ofensivas enquanto proferidas por um professor de direito, assumem outra dimensão quando são perpetuadas pelo presidente do Tribunal Constitucional. Se não se retratar, Caupers afirma a manutenção de uma visão homofóbica da sociedade.

Quem não combate a crise, agrava-a, dá-lhe espaço para crescer. É incompreensível que o Governo assim proceda.

Sendo certa a análise de Pedro Nuno Santos, a pergunta que fica é o que fará dela. É que os “bloqueios externos e internos” resultam das escolhas ideológicas às quais o PS se rendeu.

Já sabemos de crises anteriores: respostas mínimas dão origem à crise máxima. Porquê teimar em cometer os mesmos erros?

Em Portugal é como se caísse um avião cheio de pessoas todos os dias. É uma brutalidade que não podemos normalizar.