José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Manuela Ferreira Leite gosta de brincar com a democracia. É humor da velha escola sul-americana, está bem de ver.

Cavaco Silva é um ilusionista. A maior das ilusões do nosso tempo é justamente essa que ele apoia: a de que pela austeridade de quem trabalha havemos de reencontrar o acerto da nossa vida colectiva.

Que há Europa a mais e há Europa a menos é algo que esta crise torna cada vez mais patente.

A Palestina e os direitos fundamentais dos seus homens e das suas mulheres são um teste muito concreto às convicções e à coerência de cada força política.

Os porta-vozes oficiais e oficiosos do PS bem podem exprimir no espaço mediático escândalo e horror com os caminhos traçados pela direita governamental. De concreto sobram, no entanto, apenas os punhos de renda dos pedidos de esclarecimento ou das manifestações de desagrado contra as “descortesias” da direita.

O Fórum Socialismo 2011, que este fim de semana decorre em Coimbra, espelha bem o modo como o Bloco de Esquerda tem que estar na política. Destaco três aspectos que me levam a ter esta convicção.

Passos & Portas têm uma convicção: Portugal deve ser o Buzz Lightyear da Europa. Tal como o delicioso boneco de Toy Story, o Portugal de Passos & Portas tem um lema: “até ao infinito… e mais além!”

O que o Governo subtrai aos salários e pensões vai ter o topete de facilitar ao desgoverno financeiro da Madeira?

A direita vê na urgência social uma oportunidade de consolidação da sua rede de influências locais.

O que esta fome nos ensina é, desde logo, que não aprendemos nada com as diferentes fomes que a antecederam nas últimas três décadas.