José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Em Portugal, a relação entre as prisões e os direitos humanos é a inversa da que devia ser.

Isabel Moreira escreveu e a Lápis de Memórias editou. Chama-se “Cela” e é um livro que vos recomendo.

As multidões que fogem da chacina e da fome na fronteira com os Estados Unidos ou no Mediterrâneo são hoje o nome primeiro dos direitos humanos.

Por toda a parte, a direita vive hoje para a polarização máxima. Não é por destrambelho nem por má vontade. É porque essa é a sua resposta à crise da democracia liberal a que o mundo assiste.

A indiferença com que a direita portuguesa encara o fenómeno Bolsonaro no Brasil só acrescenta credibilidade à necessidade de olhar para atores como Ventura com a atenção política devida.

Sendo um problema em si mesmo, o sobrearmamento tem uma dimensão de segurança e uma dimensão económica sensíveis.

A desumanização do tempo é uma marca do produtivismo em que vivemos. Sem nos darmos conta, estamos a entrar na cultura em que sonambulismo e exaustão são virtudes e em que desligar é um defeito.

Por que razão catalogam os acusadores como “veneno” o uso de critérios éticos ou de linguagem moral pela esquerda?

Os afetos ideológicos de Marcelo são os que realmente contam. São esses que importa escrutinar politicamente.

Há dois conceitos que marcaram a identidade do exercício do poder político em Portugal nas últimas quatro décadas. O primeiro deles é o de “arco da governação”. O segundo é do “partido charneira”.