Sociólogo, professor universitário. Doutorado em Sociologia da Cultura e da Educação, coordena, desde maio de 2020, o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.
Projeta como ambição irrealista reestruturar a dívida e lança-se nos braços de Costa no objetivo vago (e inconsequente, sem a afetação imprescindível de recursos que só se obtêm com a renegociação) “de defender o estado social, sustentar a economia e criar emprego”.
Muito recentemente surgiram dois manifestos de apelo a convergências à esquerda. Um deles clama por uma explícita união de forças entre o BE e o PCP. Outro defende um diálogo entre PS, BE e PCP e Livre.
Um estudo da economista Cláudia Joaquim mostra bem o uso que a Direita faz do Estado. Inserido no Programa de Emergência Social (PES), o Governo aumentou consideravelmente a verba para refeições nas cantinas sociais, ao mesmo tempo que diminuiu as transferências sociais e os salários.
Defensor da reestruturação da dívida dos países periféricos, Beck manifestava-se contra a inevitabilidade do discurso económico hegemónico, argumentando que a modernidade, nas suas metamorfoses, tem vias plurais e alternativas.
Sim, vamos pagar o BES - e não vai ser pouco. Os negócios do banco de todos os regimes continuarão a obrigar à massiva transferência de rendimentos que empobrece as pessoas e o país.