O ministro das finanças da Irlanda, Brian Lenihan, anunciou que propôs ao conselho de ministros que peça formalmente o recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e ao FMI e inicie a candidatura formal.
Nas últimas semanas, a Irlanda tem sido duramente pressionada pela União Europeia a pedir “ajuda externa”, desde quinta feira passada que estão técnicos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI a definir com as autoridades irlandesas o que será o plano de resgate e as imposições que a UE e o FMI farão a Dublin. Durante a noite deste domingo, os ministros das finanças da UE debaterão e provavelmente aprovarão esse plano de intervenção externa.
A Irlanda enfrenta actualmente uma grave crise dos seus bancos, um défice público que pode chegar a 32% do PIB, devido à falência dos bancos, e a pressão dos “mercados financeiros” para a subida das taxas de juros da sua dívida pública.
O plano de intervenção da UE e do FMI poderá passar por um empréstimo, de um montante entre 45 mil a 100 mil milhões de euros.
A UE e o FMI imporão à Irlanda que o governo aprove mais um plano drástico de austeridade contra o povo irlandês, que poderá passar, nomeadamente, por cortes nos apoios sociais, descida do salário mínimo e reduções de postos de trabalho na função pública. Em discussão entre o governo irlandês, a UE e o FMI tem estado também a subida ou não da taxa de IRC da Irlanda, actualmente de 12,5% - a mais baixa da UE.