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Sonae com lucros de cerca de 500 mil euros por dia

O grupo liderado por Paulo Azevedo que, desde 2011, obriga os seus trabalhadores a trabalharem no 1º de maio e que tem vindo a degradar as suas condições de trabalho, fechou o exercício com vendas de 5,014 mil milhões de euros. Lucros crescem 21,9%, ascendendo a 175 milhões.

Segundo as informações enviadas pela Sonae SGPS à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a evolução dos resultados líquidos do grupo deve-se a um conjunto de fatores, da "manutenção do forte desempenho operacional da NOS", à "qualidade dos ativos da Sonae Sierra e da Sonae RP", ao "esforço do retalho para oferecer a melhor proposta de valor" e "à aposta dos diferentes negócios na sua crescente internacionalização".

A principal fonte de faturação do grupo presente em 72 países continua a ser a Sonae MC, que registou vendas de 3,490 mil milhões de euros, mais 0,8% que no ano anterior. O grupo abriu inclusive neste mesmo ano 11 lojas Continente Bom Dia, 2 lojas Continente Modelo e 65 lojas Meu Super. A nível internacional, foi firmado um negócio para a abertura de um hipermercado Continente nos Emirados Árabes Unidos.

Recorde-se que o grupo liderado por Paulo Azevedo obriga, desde 2011, os trabalhadores dos seus hipermercados a trabalharem no 1º de maio e tem vindo a ser acusado de degradar as suas condições de trabalho.

No que respeita ao retalho especializado, o volume de negócios da Sonae SR fixou-se nos 1,29 mil milhões de euros, mais 0,4%, o que é justificado, essencialmente, pelo "desempenho da Worten e da Sport Zone em Espanha".

Já a Sonae RP, dedicado ao imobiliário de retalho, ultimou operações de sale & leaseback no valor de 185 milhões de euros, registando um ganho de capital avaliado em 40 milhões.

Na Sonae IM, do setor da gestão de investimentos, o volume de negócios ascendeu a 249 milhões. O resultado direto da Sonae Sierra, especializada em centros comerciais, onde são praticados horários de trabalho intensos e a precariedade é regra, aumentou 15,7%, para 61 milhões de euros.

As receitas operacionais da NOS aumentaram 4,4%, para 1,444 mil milhões, sendo que a dívida líquida da empresa diminui 20 milhões face ao último trimestre de 2015, fixando-se em 1,293 mil milhões de euros.

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