Sindicalistas da CGTP ocuparam por volta das 15h de terça-feira os ministérios da Economia, da Saúde, do Ambiente e das Finanças, em Lisboa, numa iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa.
Os trabalhadores exigiram ser recebidos pelos ministros responsáveis de cada uma das áreas para com eles discutir os cortes previstos no Orçamento do Estado para 2014, ameaçando permanecer o tempo que fosse necessário.
No Ministério da Saúde, cerca de uma centena de dirigentes e ativistas sindicais disseram não aceitar um orçamento que é “uma asfixia e um roubo para os trabalhadores e para a população”.
Os manifestantes exibiram uma faixa com a inscrição “este orçamento é um roubo”, e gritaram palavras de ordem como “lutar e agir para a saúde garantir” ou “saúde é um direito, sem ela nada feito”.
A meio da tarde, os sindicalistas começaram a ser recebidos por responsáveis dos ministérios. No Ministério das Finanças, a delegação da CGTP foi recebida pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino. O porta-voz dos sindicalistas, Vítor Reis, disse que a reunião com o secretário de Estado "correu como corre grande parte dos encontros que têm ocorrido com este secretário de Estado e com os membros do Governo. A resposta é sempre a mesma: usam o argumento da inevitabilidade; é sempre o argumento troika", afirmou. Pouco tempo depois, o dirigente da CGTP Libério Domingues deu o protesto por concluído, mas avisou que a luta vai continuar.
No Ministério da Saúde, a secretária-geral do ministério recebeu os sindicalistas por volta das 17h., e o protesto desmobilizou pouco depois. Os manifestantes receberam a garantia de que será entregue ao ministro Paulo Macedo uma resolução em defesa do Serviço Nacional de Saúde, contra o aumento do horário de trabalho na função pública, contra os despedimentos no sector da Saúde e contra o fecho de alguns equipamentos, como a Maternidade Alfredo da Costa e o Hospital Pulido Valente.
No Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, os ocupantes só saíram depois de ter sido marcada a reunião com o ministro para 9 de Dezembro.
Dispostos a dormir à porta do Ministério da Economia
No Ministério da Economia continuaram a exigir ser recebidos pelo ministro Pires de Lima, mesmo depois de uma delegação ter reunido com dois assessores. Vítor Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), manteve a exigência de serem recebidos pelo ministro António Pires de Lima. “Temos todo o tempo do mundo para esperar que ele chegue”, disse. Além da FECTRANS, estão junto ao ministério elementos de sindicatos dos sectores da Construção, Cerâmica e Vidro e Alimentação, Hotelaria e Turismo.