Orçamento é votado em dia de muitos protestos

26 de novembro 2013 - 10:14

CGTP realiza concentração diante da Assembleia da República e noutras cidades, num dia de muitas ações contra o OE de 2014: greve nos SCTP do Porto e nos barcos da Soflusa, buzinão no IC19, entre Sintra e Lisboa, protesto dos taxistas no centro da capital.

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Foto de Paulete Matos

O dia em que a Assembleia da República faz a votação final do Orçamento de Estado para 2014 começou já com muitos protestos: no Porto, não houve autocarros, já que os STCP amanheceram totalmente parados com uma adesão à greve a rondar os 100, de acordo com Vitor Pereira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), ouvido pela Lusa.

No IC19, formaram-se as longas filas de trânsito entre o Cacém e Lisboa e os automobilistas fizeram um buzinão ensurdecedor contra o Orçamento de 2014. O protesto foi convocado pela Comissão da Mobilidade e Transportes do Concelho de Sintra que colocou faixas ao longo das pontes e viadutos a pedir aos condutores que buzinassem.

Também os taxistas de Lisboa vão manifestar-se contra o OE 2014, desfilando entre o Campo das Cebolas e a Assembleia da República, onde permanecerão até ao final da votação.

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PPME) convocou igualmente os seus associados para o mesmo local em protesto contra o Orçamento.

Profundamente violento”

A manifestação da CGTP decorre a partir de cinco locais de concentração e começa às 10h30, Arménio Carlos falará no fim da manhã. A central afirma que vai fazer plenários nas empresas em todo o país e concentrações noutras cidades.

Arménio Carlos considerou que o Orçamento que vai ser aprovado na terça-feira "é profundamente violento" porque agrava os cortes dos salários e das pensões e aumenta ainda mais os impostos, sem retirar o país da situação em que se encontra.

O secretário-geral da CGTP disse ainda que o Orçamento de 2014 viola de forma grosseira direitos consignados na Constituição da República e na Carta dos Direitos Humanos, nomeadamente o direito dos trabalhadores a uma remuneração equitativa.

"Por isso, assumimos que vamos ter uma grande ação de luta em todo o país, com uma grande manifestação em Lisboa, onde iremos assumir o compromisso de continuar a lutar para que este OE não vá em frente tal como está", concluiu Arménio Carlos.

A CGTP anunciou que vai iniciar um movimento para aumentar os salários, em especial o salário mínimo, por considerar que está em causa um “imperativo nacional e social”.