O dia em que a Assembleia da República faz a votação final do Orçamento de Estado para 2014 começou já com muitos protestos: no Porto, não houve autocarros, já que os STCP amanheceram totalmente parados com uma adesão à greve a rondar os 100, de acordo com Vitor Pereira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), ouvido pela Lusa.
No IC19, formaram-se as longas filas de trânsito entre o Cacém e Lisboa e os automobilistas fizeram um buzinão ensurdecedor contra o Orçamento de 2014. O protesto foi convocado pela Comissão da Mobilidade e Transportes do Concelho de Sintra que colocou faixas ao longo das pontes e viadutos a pedir aos condutores que buzinassem.
Também os taxistas de Lisboa vão manifestar-se contra o OE 2014, desfilando entre o Campo das Cebolas e a Assembleia da República, onde permanecerão até ao final da votação.
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (PPME) convocou igualmente os seus associados para o mesmo local em protesto contra o Orçamento.
“Profundamente violento”
A manifestação da CGTP decorre a partir de cinco locais de concentração e começa às 10h30, Arménio Carlos falará no fim da manhã. A central afirma que vai fazer plenários nas empresas em todo o país e concentrações noutras cidades.
Arménio Carlos considerou que o Orçamento que vai ser aprovado na terça-feira "é profundamente violento" porque agrava os cortes dos salários e das pensões e aumenta ainda mais os impostos, sem retirar o país da situação em que se encontra.
O secretário-geral da CGTP disse ainda que o Orçamento de 2014 viola de forma grosseira direitos consignados na Constituição da República e na Carta dos Direitos Humanos, nomeadamente o direito dos trabalhadores a uma remuneração equitativa.
"Por isso, assumimos que vamos ter uma grande ação de luta em todo o país, com uma grande manifestação em Lisboa, onde iremos assumir o compromisso de continuar a lutar para que este OE não vá em frente tal como está", concluiu Arménio Carlos.
A CGTP anunciou que vai iniciar um movimento para aumentar os salários, em especial o salário mínimo, por considerar que está em causa um “imperativo nacional e social”.