Sector privado impõe cortes salariais

22 de janeiro 2011 - 15:59

À semelhança do que acontece no sector público, onde os cortes salariais em 15 empresas públicas permite poupança de 104 milhões, empresas do sector privado impõem cortes aos seus trabalhadores. Empresa Rodo Cargo baixa salários de 250 trabalhadores em 57€ mensais.

PARTILHAR
A representante do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Urbanos (STRU), Anabela Carvalheira, acusa a empresa Rodo Cargo de estar a coagir os trabalhadores e afirma que estes acordos são ilegais.

A empresa do grupo Barraqueiro, sediada em Vila Franca de Xira, pretende poupar cerca de 450 mil euros anuais com o corte salarial de cerca de 250 trabalhadores. Os salários base de 607€ serão reduzidos em 57€ mensais. Segundo o responsável da transportadora, a decisão de diminuir os rendimentos dos trabalhadores pretende-se com a necessidade de fazer face “à concorrência desleal”, nomeadamente a nível internacional, já que países do leste oferecem mão-de-obra mais barata, e também com a necessidade de contrariar o prejuízo registado pela empresa em 2009, que ascendeu a 3 milhões de euros.

A representante do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Urbanos (STRU), Anabela Carvalheira, acusa a empresa Rodo Cargo de estar a coagir os trabalhadores e afirma que estes acordos são ilegais. Segundo esta responsável, os trabalhadores não têm qualquer alternativa senão aceitar o corte salarial, caso contrário, enfrentam o despedimento.

Reduções salariais no Sector Empresarial do Estado (SEE)

Várias empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE) já revelaram pormenores sobre os cortes salariais impostos. Em 15 empresas públicas, entre as quais a CGD, a TAP e os CTT, a poupança atinge os 104 milhões de euros.

Na Caixa Geral de Depósitos a poupança atinge o maior valor: 38,5 milhões, enquanto os cortes salariais na TAP permitem arrecadar 19 milhões.

Nos CTT a redução dos rendimentos de 2800 trabalhadores traduz-se na poupança de 14 milhões. Na Refer e RTP a poupança é de 4,3 e 4,2 milhões de euros, respectivamente; na Carris de 2,9 milhões; no Metropolitano de Lisboa de 2,8 milhões; nas Estradas de Portugal de 1,7 milhões; no Serviço de Transportes Colectivos do Porto de 1,5 milhões; na Transtejo de 700 mil euros; na Lusa de 500 mil; e na empresa Águas de Portugal de 300 mil.