O presidente da RTP, Alberto da Ponte, deve uma explicação ao país por ter decidido interromper a emissão da RTP Internacional, na última segunda-feira, para regiões importantes dos Estados Unidos da América.
“A CT da RTP soube que a administração da RTP decidiu fazer um ‘teste’ para saber se os espetadores da América existiam, simulando uma ‘avaria’ para saber quem reagia à falta de emissão”, afirmou um dos representantes dos trabalhadores à agência Lusa.
O provedor do telespetador, Jaime Fernandes, disse que recebeu protestos “de imediato” e que ia questionar a administração sobre as razões do sucedido.
Fonte oficial da RTP confirmou à Lusa que suspendeu um dos satélites que cobre uma parte das zonas dos Estados Unidos durante 24 horas, mas repôs a emissão no dia seguinte, sem adiantar explicações.
A RTP transmite para os Estados Unidos através de várias plataformas e, segundo fontes da empresa, a interrupção foi um teste para ver se conseguia emitir sem recorrer àquele satélite específico.
Reclamações atendidas por call center contratado para o efeito
Segundo a Comissão de Trabalhadores, a interrupção causou “milhares de reclamações, para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o provedor dos telespetadores e a própria RTP” e que estas, “inexplicavelmente, foram respondidas por uma cábula de um ‘call center’ contratado para o efeito”.
Para a CT, “o presidente da administração não respeita os seus espetadores nem os princípios de serviço público”.