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Protestos em Lisboa e Porto contra o resgate do BES

Este sábado, Lisboa e Porto foram palco de duas concentrações, convocadas através das redes sociais, “contra a utilização de dinheiros públicos no BES”. Sindicato dos Bancários do Norte afirma-se preocupado com o futuro dos trabalhadores do banco. "Não é novidade que nestas crises os trabalhadores pagam sempre", avançou Teixeira Guimarães, vice-presidente desta estrutura sindical.
Foto retirada do facebook de Henrique Borges.

No Porto, os manifestantes depositaram sacos de lixo à porta do BES na Avenida dos Aliados. Munidos com cartazes onde figuravam imagens com os governantes que já passaram pelo banco privado e com frases como “nem mais um tostão para a banca”, exigiram o controlo público dos bancos.

Em Lisboa, a concentração, marcada para as 15 horas, na Avenida da Liberdade, junto à sede do banco, reuniu mais de meia centena de pessoas. No local foi colocada uma faixa com a frase "A divida de hoje é o roubo de ontem pela classe dominante" e um cartaz onde se podia ler "BES - corrupção sistémica".

Despedimentos no BES preocupam sindicatos

Fazendo referência aos casos do BPN e BCP, o vice presidente do Sindicato dos Bancários do Norte, Teixeira Guimarães, afirmou, em declarações ao jornal Expresso, que “sabemos que os trabalhadores são sempre vítimas".

"Não é novidade que nestas crises os trabalhadores pagam sempre", reforçou o dirigente sindical, adiantando que aguarda "com serenidade, mas também com preocupação", a reunião pedida para quarta-feira à tarde, pelo presidente do Novo Banco, Vítor Bento, com os três sindicatos da Febase - Federação Nacional do Sector Financeiro.

“É um motivo de preocupação. Claro que estamos preocupados com os trabalhadores do banco e vamos acompanhar o desenvolver da situação e a apresentação do plano de reestruturação", garantiu, por sua vez, o presidente do Sindicato dos Bancários do Norte, Mário Mourão, à agência Lusa.

Na passada quinta-feira, Vítor Bento afirmou, durante uma entrevista à SIC, que está a preparar uma reestruturação no Novo Banco, admitindo que a mesma poderá implicar a redução de balcões e despedimentos.

Atualmente, o BES emprega cerca de 7 mil pessoas.

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