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Presidente do Eurogrupo envolvido em polémica com deduções fiscais à banca

Jeroen Dijsselbloem, que também é ministro das Finanças da Holanda, participou na elaboração de uma lei que concede mais deduções fiscais aos bancos. A imprensa revela que alguns artigos dessa lei foram ditados pelo grupo bancário ING.
Foto Parlamento Europeu/Flickr

A notícia, divulgada hoje pelo jornal holandês NCR, refere que o “ING é autor de partes de uma lei sobre deduções concedidas a entidades financeiras, em obrigações conhecidas como CoCos”, segundo o diário em linha Dutchnews.

Esta questão levou já vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da maioria, a pedir a comparência de Dijsselbloem no parlamento daquele país com vista ao esclarecimento deste assunto.

Entre estes, está o deputado Henk Nijboer, que é também  trabalhista, como o presidente do Eurogrupo. "Os políticos devem escrever as leis, não os bancos", afirmou Nijboer à cadeia holandesa NOS.

Reagindo esta notícia, o presidente do Eurogrupo limitou-se a afirmar que além do ING foram também consultados outros bancos durante o processo legislativo e que tal não pode ser rotulado como uma situação de favorecimento.

Recorde-se que a dedução, que está em vigor desde 2014, permite aos bancos poupar 350 milhões por ano e o porta-voz do Ministério das Finanças disse à NOS que "não se está perante uma ajuda de Estado ilegal".

O jornal NRC, escreve contudo, que “o grupo ING tem estado a fazer pressão, desde 2011, para que estas obrigações ficassem isentas do pagamento de impostos”.

“Este lóbi acabou por conseguir os seus objetivos uma vez que o banco teve acesso aos rascunhos das propostas de lei que foram elaboradas e as emendas que propôs acabaram por ser aceites na sua totalidade, ou seja, palavra por palavra”, acrescenta aquele orgão de informação holandês.
          

 

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