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“Portugal está um passo mais perto de ter a despenalização da morte assistida”

Catarina Martins defendeu esta quarta-feira que o país está “um passo mais perto” de despenalizar a morte assistida, saudando o “extraordinário caminho” já feito sobre o tema.
Coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins discursa na sessão de encerramento da conferência "Despenalizar a morte assistida: tolerância e livre decisão", em Lisboa, 03 de fevereiro de 2018. NUNO FOX/LUSA

“Estou absolutamente convicta de que Portugal está um passo mais perto de ter a despenalização da morte assistida e portanto de sermos um país que respeite mais a dignidade e a escolha de cada um e de cada uma”, afirmou.

A deputada falava aos jornalistas na Assembleia da República, no final da sessão plenária em que foram rejeitados os projetos de lei sobre a legalização da eutanásia.

Catarina Martins saudou o “extraordinário caminho que foi feito por um movimento amplo de cidadãos” no sentido da descriminalização da morte assistida, considerando que hoje “há tanta gente que compreende a absoluta necessidade de se regular na lei o que existe na intimidade”.

Questionada sobre se o Bloco de Esquerda voltará, e quando, a apresentar uma iniciativa legislativa para despenalizar a eutanásia, Catarina Martins respondeu que o Bloco de Esquerda “voltará certamente” ao tema.

“Estamos certos de que este caminho vai continuar porque as perguntas que são postas não podem ficar sem resposta”, disse, em declarações captadas pela Lusa.

O diploma do PS contou com 115 votos contra, 110 votos a favor e quatro abstenções. O projeto do Bloco teve 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções. O diploma do PEV registou 117 votos contra, 104 votos favoráveis e oito abstenções. O projeto do PAN teve 116 votos contra, 107 votos a favor e 11 abstenções.

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